Um homem armado invadiu duas residências, fez duas famílias reféns e acabou baleado após atirar contra policiais na tarde desta quarta-feira (26), na Linha Mânica, distrito de Sub-Sede, em Santa Helena, no Oeste do Paraná. Mesmo ferido, ele conseguiu fugir para uma área de mata e ainda não havia sido localizado.
Segundo a Polícia Militar, a ocorrência começou por volta das 16h55. O homem teria invadido uma residência e rendido os moradores. Ao perceber a presença de vizinhos e temer que a polícia fosse acionada, ele invadiu uma segunda casa da mesma localidade, onde passou a manter outra família sob seu controle.
As vítimas relataram que foram ameaçadas e agredidas durante o período de cárcere. Algumas chegaram a ser amarradas. Conforme as informações preliminares, o suspeito estaria armado com uma espingarda calibre 12 e uma arma calibre .22.
Durante a ação, o homem também teria danificado veículos e exigido a presença de outras pessoas no local.
Em determinado momento, o suspeito fez uma chamada de vídeo para uma pessoa próxima a uma das famílias. O contato estava na Delegacia de Polícia Civil de Santa Helena, registrando um boletim de ocorrência relacionado a ameaças anteriores. Sem que o agressor soubesse, a situação foi comunicada às autoridades durante a ligação.
Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil foram até o local e montaram um cerco. Segundo os policiais, o homem não obedeceu às ordens para se render e efetuou disparos contra as equipes. Houve reação e o suspeito foi atingido.
Mesmo ferido, ele conseguiu fugir para uma área de mata densa. As forças de segurança iniciaram buscas na região, mas, até a última atualização, o homem ainda não havia sido localizado.
Todas as vítimas, incluindo adultos e crianças, foram retiradas do local com vida, conscientes e orientadas. Elas apresentavam lesões leves, atribuídas às agressões, mas recusaram atendimento médico.
O perímetro foi isolado para a realização dos trabalhos de perícia.
As buscas envolvem equipes da Polícia Militar, incluindo Radiopatrulha e Patrulha Rural, Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), Polícia Civil e Polícia Federal, por meio do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom).
Drones do BPFron e do Nepom também são utilizados no rastreamento. A região permanece monitorada pelas forças de segurança na tentativa de localizar o suspeito.
*Com informações do Correio do Lago.