O homem encontrado morto no Rio Tibagi, em Ibiporã, na tarde desta terça-feira (25), tinha um histórico de investigação policial e, recentemente, havia sido alvo de ameaças de morte. Claudemir Marques, de 57 anos, estava desaparecido desde sábado (22).
O corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros após buscas que mobilizaram mergulhadores e equipamentos de sonar na região entre Ibiporã e Sertanópolis.
Claudemir foi encontrado em condições de extrema violência, com as mãos amarradas, decapitado e com perfurações no abdômen. As características encontradas no local afastaram a hipótese inicial de acidente e fizeram a Polícia Civil tratar o caso como homicídio qualificado.
Inicialmente, um caseiro que estava com Claudemir havia relatado às autoridades que o homem teria caído acidentalmente de um trapiche às margens do rio. Depois da localização do corpo, porém, os vestígios encontrados desmontaram essa versão.
A principal linha de investigação aponta que Claudemir pode ter sido assassinado e depois lançado no rio, possivelmente para dificultar a localização do corpo ou simular um afogamento.
O caseiro foi localizado pela Polícia Militar e levado até o ponto onde o corpo foi encontrado. Ele prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado inicialmente. A investigação ainda precisa reunir provas para determinar quem cometeu o crime e qual foi a motivação.
Histórico de investigação
Claudemir também já havia sido investigado por um caso ocorrido em Ibiporã, em 2018. Na época, a própria avó paterna dele, uma idosa de 83 anos e com mobilidade reduzida, foi internada em estado grave.
Segundo os registros da época, Claudemir teria levado a avó para atendimento médico afirmando que ela havia sofrido uma queda dentro de casa. Durante a internação, porém, exames levantaram suspeitas de lesões provocadas por violência, incluindo sinais compatíveis com asfixia e possível abuso sexual.
O caso foi encaminhado para acompanhamento pelo CREAS e para investigação das autoridades.
Ameaças antes do desaparecimento
Mais recentemente, familiares de Claudemir procuraram a Polícia Civil para registrar o desaparecimento dele. Segundo o relato, ele havia saído de casa e deixado de responder às ligações e mensagens.
No boletim, a família também informou que Claudemir mantinha um relacionamento e vinha recebendo ameaças de morte.
Uma testemunha teria presenciado uma discussão no portão de uma residência. Durante o desentendimento, uma mulher teria ameaçado matar Claudemir caso ele não se afastasse da companheira.
Essas informações agora fazem parte da investigação e devem ser confrontadas com as circunstâncias da morte.
Segundo familiares e conhecidos, Claudemir estava na região com o objetivo de buscar reabilitação para o uso de drogas.
A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar o autor ou autores do homicídio e esclarecer a motivação do crime.