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Homem que matou mulher e fugiu de bicicleta é condenado a 50 anos de prisão

07 abr 2026 às 11:23

O Tribunal do Júri de Arapongas condenou, nesta terça-feira (7), um homem de 36 anos a uma pena de 50 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de sua companheira, Michele Alessandra Munhoz. O crime, que chocou a cidade, aconteceu em maio de 2025, no bairro Corina Pugliese, quando o réu invadiu a residência da família e atacou a vítima com diversos golpes de faca. A sentença pesada reflete a crueldade da ação, motivada por ciúmes excessivos, e o histórico de violência doméstica que Michele já vinha enfrentando dentro de casa ao longo de 17 anos de relacionamento.


A investigação da Polícia Civil e o relato do Ministério Público detalharam que o agressor agiu com extrema violência, chegando a arrombar a porta da casa para cometer o feminicídio. Na época, a Polícia Militar foi acionada para atender uma briga de casal, mas ao chegar ao imóvel, encontrou Michele já sem vida com um ferimento profundo no pescoço. Após o ataque fatal, o homem fugiu de bicicleta levando o celular da companheira, sendo capturado posteriormente e mantido preso até o julgamento que definiu seu futuro.


O conselho de sentença reconheceu qualificadoras graves, como o uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do fato de o crime ter sido cometido na presença da filha do casal, uma adolescente que tinha 14 anos na data do ocorrido. Diante do trauma causado, o juiz determinou que o condenado perca o poder familiar sobre a menor e pague uma indenização de 20 salários mínimos por danos morais à jovem. O réu, descrito nos autos como uma pessoa agressiva e reincidente em agressões, não terá o direito de recorrer em liberdade e foi levado direto para a unidade prisional.


A decisão do Judiciário em Arapongas é vista como um marco no combate à violência contra a mulher na região, punindo com rigor quem interrompe a vida de mães e deixa marcas profundas em famílias inteiras. Com a divulgação da sentença, o caso de Michele Munhoz se encerra na esfera criminal, servindo de alerta para a gravidade do feminicídio majorado. As autoridades reforçam que denúncias de violência doméstica devem ser feitas imediatamente para evitar que brigas de casal terminem em tragédias irreparáveis como esta.

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