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Hospital Universitário muda fluxo de atendimentos e promete reduzir pacientes em corredores

23 mar 2026 às 08:21

O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) está passando por uma reorganização temporária nos atendimentos. Entre as medidas adotadas, está a mudança no fluxo de chegada dos pacientes de urgência e emergência.


As mudanças ocorrem em meio a cobranças recorrentes por melhorias na área da saúde, principalmente no que diz respeito ao respeito à capacidade de atendimento pela limitação de espaço físico, seja pelo número de profissionais disponíveis.


No HUOP, a reorganização tem como objetivo reduzir situações em que pacientes aguardam atendimento em macas nos corredores do Pronto-Socorro. Para isso, além da alteração no fluxo de entrada, o hospital também anunciou ajustes em procedimentos como as cirurgias eletivas.


A decisão foi tomada em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) e busca priorizar a humanização no atendimento, com a diminuição da superlotação nos espaços de urgência.


Segundo a direção do hospital, a redução de pacientes nos corredores deve ocorrer de forma gradativa. Como exemplo, foi informado que, em determinado momento desta semana, não havia registro de pessoas aguardando atendimento nos corredores do Pronto-Socorro.


Apesar disso, relatos de usuários indicam que a situação ainda gera questionamentos. A acompanhante Fabiana, que esteve com a mãe internada por 11 dias na unidade, registrou imagens no mesmo dia citado pelo hospital e afirma que havia pacientes em macas pelos corredores.


Em resposta, o HU esclareceu que o vídeo não mostra o Pronto-Socorro, mas sim áreas de saída das enfermarias coletivas recentemente implantadas. Segundo a assessoria, anteriormente os pacientes ficavam espalhados por corredores e rampas, enquanto agora aguardam em espaços organizados, principalmente para procedimentos como cirurgias eletivas.


O hospital reforça que as mudanças estão sendo implementadas de forma gradativa.


Para a acompanhante, no entanto, as melhorias precisam ser permanentes, garantindo não apenas a humanização, mas também mais conforto e dignidade aos pacientes durante o atendimento.

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