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HUOP realiza captação de pulmão em procedimento de alta complexidade

05 mai 2026 às 08:35

O Hospital Universitário do Oeste do Paraná, em Cascavel, realizou a captação de um pulmão em um procedimento considerado de alta complexidade, que envolve uma operação coordenada entre diferentes setores da saúde.


Após a autorização da família, a Central Estadual de Transplantes é acionada para organizar a logística, como a busca por um receptor compatível e o deslocamento da equipe especializada. Enquanto isso, o hospital mantém o potencial doador sob cuidados intensivos para preservar os órgãos.


De acordo com a coordenação da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, o tempo é um fator decisivo. A equipe responsável pela retirada do órgão costuma chegar em poucas horas, já que todo o processo é tratado com prioridade.


A cirurgia de captação pode durar entre quatro e seis horas, principalmente quando envolve mais de um órgão. No caso do pulmão, o procedimento exige ainda mais cuidado, devido à sensibilidade.


Após a retirada, o tempo para o transplante é curto. O ideal é que o órgão seja transplantado em até seis horas, o que exige rapidez e organização.


Além disso, nem todos os pulmões podem ser utilizados. Fatores como infecções, lesões e condições clínicas do doador podem impedir o uso do órgão, o que torna esse tipo de transplante menos comum.

A captação reforça a importância do HUOP no sistema de transplantes e destaca a necessidade de integração entre equipes para viabilizar procedimentos desse tipo.


A orientação é para que as pessoas conversem com a família sobre a doação de órgãos, já que a autorização dos familiares é fundamental para que o processo aconteça.

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