Após mais de 12 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Ubiratã condenou, na madrugada deste sábado (18), uma idosa acusada de matar o marido por envenenamento. A pena aplicada foi de 22 anos de prisão.
A sessão começou na manhã de sexta-feira (17) e terminou por volta da 1h de sábado, após os debates entre Ministério Público e defesa. O Conselho de Sentença considerou a ré culpada pelo homicídio analisado no julgamento.
O caso ganhou repercussão em julho de 2024, quando a Polícia Civil de Ubiratã concluiu uma investigação que apontou a mulher, na época com 65 anos, como suspeita de envolvimento na morte de dois maridos.
Segundo a investigação, o método utilizado nos crimes teria sido semelhante: o envenenamento por meio de um pudim preparado pela própria acusada. Conforme a polícia, o alimento teria sido contaminado com um herbicida altamente tóxico, cuja utilização é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O julgamento realizado nesta semana tratou apenas de um dos homicídios atribuídos à ré. Com a condenação, ela deverá cumprir 22 anos de prisão pelo crime.
O segundo caso, relacionado à morte do outro marido, ainda será analisado pelo Tribunal do Júri em uma nova sessão, cuja data deverá ser definida pela Justiça.
A defesa e a acusação ainda podem apresentar recursos dentro dos prazos previstos pela legislação.