Novos elementos integrados ao inquérito policial que apura a morte do jovem Murilo Dias, ocorrida no dia 31 de julho durante uma abordagem da Guarda Municipal de Londrina, trouxeram questionamentos sobre a versão inicial registrada para o caso. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela reportagem mostram o momento exato em que a equipe rende o pai da vítima no volante do veículo.
A análise pericial realizada pela Polícia Científica revelou pontos centrais para o andamento das investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Londrina:
Laudo de Papiloscopia: A perícia não identificou nenhuma digital na arma de fogo entregue pelos guardas municipais, apesar de o pai do jovem ter admitido ter efetuado um disparo para o alto quadras antes da abordagem.
Laudo de Necropse: Confirmou que o corpo de Murilo foi atingido por, no mínimo, três disparos, sendo um deles transfixante no braço e tórax, e outros dois efetuados a uma distância mais próxima.
Em entrevista, a advogada da família, Aline Capocci, afirmou que os exames periciais e os registros em vídeo começam a desconstruir a narrativa inicial de que o jovem teria acessado uma arma de fogo para confrontar as equipes policiais de dentro do automóvel. A defensora ressaltou que a família permanece sensibilizada e busca respostas claras sobre as circunstâncias da ação.
O caso segue sob apuração e a defesa dos familiares solicitou à Justiça a liberação de novas imagens de monitoramento da região. Em paralelo, a investigação avalia a legalidade dos depoimentos prestados inicialmente pelos guardas municipais envolvidos na ocorrência.
Procurada pela produção da Tarobá, a defesa da Guarda Municipal de Londrina afirmou que não se manifestará sobre o caso.