Cidade

Impasse em ocupação indígena no Centro Cultural mobiliza CML

22 set 2026 às 17:01

A CML (Câmara Municipal de Londrina) promoveu um debate, nesta terça-feira (22), com representantes do Executivo e do governo federal para discutir a situação da ocupação indígena no Centro Cultural da cidade.


Atendendo ao convite do Legislativo, o secretário de Planejamento, Marcos Rambalducci, e o chefe da unidade local da FUNAI (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Marcos Cavalheiro, detalharam as dificuldades operacionais para resolver o caso.


A reintegração de posse da área segue suspensa após uma liminar concedida pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) no mês passado.


Como alternativa de acolhimento, o município sugeriu a transferência das famílias para uma área na antiga Fazenda Refúgio.


O terreno indicado pertence à COHAB (Companhia de Habitação de Londrina), mas a transação enfrenta entraves burocráticos e orçamentários.


Uma das propostas seria a compra da área pela FUNAI ou a permuta por um imóvel da União, porém a fundação informou não ter verba disponível para a aquisição.


Além das limitações financeiras, existem divergências entre os próprios ocupantes do espaço público.

Das 38 famílias abrigadas no local, nem todas demonstraram interesse em aceitar a transferência para o novo terreno proposto.


A PML (Prefeitura Municipal de Londrina) e o órgão federal demonstraram preocupação com as condições de vulnerabilidade e os riscos do alojamento improvisado no Centro Cultural.

Convidado para prestar esclarecimentos durante a sessão na Câmara, o advogado da comunidade indígena, Antônio Simião, não compareceu ao plenário.

Veja Também