Na próxima segunda-feira (18), o projeto Instrumental Urbano desembarca no Terminal Central para mais um recital de música instrumental, a partir das 18h. Esta será a sexta apresentação de um cronograma iniciado em março e que segue até dezembro, mês do aniversário de Londrina. Outras duas datas já estão agendadas: no dia 8 de junho, no Terminal do Distrito de Irerê, e em 22 do próximo mês, no Terminal Ouro Verde.
A proposta é levar a música instrumental aos frequentadores dos terminais de transporte coletivo e rodoviário, com um repertório acessível, ajudando a quebrar o estigma que cerca o gênero, muitas vezes considerado difícil e restrito a poucos públicos. Para Rodrigo Figueiredo, proponente do projeto realizado com patrocínio do PROMIC — Programa Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Londrina —, a avaliação até agora é bastante positiva.
“Sentimos que é sempre uma surpresa para passageiros, motoristas e equipes que trabalham nos terminais receberem essa presença musical em um ambiente tão inusitado para apresentações artísticas, especialmente de música instrumental. Entendemos que os terminais são espaços muito interessantes para essa proposta, pois apresentam grande diversidade de público e diferentes possibilidades de comunicação artística com as pessoas”, analisou o músico, que divide o palco com Leopoldo Nantes.
Figueiredo destacou a interação com o público como um dos pontos altos de cada apresentação. “Muitos vêm conversar conosco com perguntas sobre o projeto, dúvidas a respeito da proposta e até mesmo pedindo músicas”, comentou. O duo faz questão de disponibilizar um QR Code no banner exposto em cada palco, que dá acesso a uma playlist criada em uma plataforma de streaming, reunindo álbuns e trabalhos de músicos de Londrina que também produzem música instrumental.
“A ideia é possibilitar que as pessoas conheçam mais sobre essa estética musical produzida na cidade e, ao mesmo tempo, se conectem com esse universo sonoro presente em nosso repertório, que inclui cirandas, temas de desenhos e filmes, sertanejo raiz, jazz, MPB, blues, pop, rock internacional e música regional brasileira”, explicou.
A diversidade do repertório, continua o músico, busca sensibilizar, comunicar e conectar crianças, adolescentes, adultos e idosos, mesmo em meio à pressa para pegar um ônibus, aos compromissos do cotidiano ou ao breve momento de espera pelo transporte.
“Dentro desse ambiente tão urbano, as pessoas acabam sendo ‘atravessadas’ pela música, e isso é algo muito interessante, porque ela consegue alcançá-las e proporcionar pequenos momentos de percepção e sensibilização, rompendo, ainda que por instantes, com o ritmo acelerado e quase automático da rotina cotidiana”, afirmou Figueiredo.
Muitas das músicas executadas durante as apresentações já são conhecidas do público, mas aparecem em versões instrumentais, sem voz cantada. Essa nova “roupagem sonora” acaba se tornando um convite para que as pessoas cantem junto com o duo, batam palmas ou acompanhem discretamente com os pés.
“É muito gratificante perceber que, de alguma forma, a arte consegue acrescentar sensibilidade ao cotidiano dessas pessoas, transformando temporariamente a ambiência sonora dos terminais e aproximando o público da música instrumental”, avaliou o proponente. E provoca: “Seria bacana se todos os terminais tivessem músicos tocando e transformando esses ambientes. Como seriam esses espaços com a música compondo essa paisagem sonora?”.
Ficha técnica
Instrumental Urbano
- Músico e proponente: Rodrigo Figueiredo
- Músico: Leopoldo Nantes
- Produtor executivo: Eddie Mansan
- Produtor local: Davi Di Pietro
- Técnico de som: Elviz Guizeline
- Monitor de acessibilidade: Lucas Grigio
- Designer gráfica: Carolina Sanches
- Fotógrafa: Melina Caldani
- Filmmaker: Bernardo Aguilera