O homem que invadiu o CMEI São Braz e manteve 13 crianças reféns nesta sexta-feira (9) tinha aproximadamente 40 anos. Segundo informações preliminares apuradas pela Band Paraná, ele tinha histórico de esquizofrenia.
A motivação para a invasão ainda não foi esclarecida e será investigada. Até o momento, não há confirmação de que a condição de saúde mental tenha relação com o ataque.
O nome do suspeito ainda não havia sido oficialmente divulgado nas informações repassadas sobre o caso.
Homem entrou no CMEI armado
Treze crianças, com idades entre 4 e 5 anos, ficaram sob poder do invasor. A direção e os profissionais da unidade conseguiram retirar outras crianças do local.
A ocorrência começou por volta das 15h. Após o primeiro atendimento da Polícia Militar, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) assumiu a condução da crise.
Negociação durou cerca de três horas
As equipes tentaram negociar a libertação das crianças durante aproximadamente três horas.
De acordo com a PM, a situação se agravou quando o homem passou a agir de forma agressiva contra as vítimas. Algumas crianças chegaram a ser machucadas.
A polícia também informou que havia material inflamável espalhado pela sala e que o invasor ameaçava provocar um incêndio.
Diante do aumento do risco, a Companhia de Operações Especiais do Bope realizou a intervenção.
Segundo a PM, durante a entrada dos policiais, o homem tentou alcançar uma das crianças e foi neutralizado pela equipe. Ele morreu durante a ação.
13 crianças foram resgatadas
As 13 crianças foram retiradas com vida e em segurança.
Cinco foram encaminhadas para avaliação médica, inclusive por solicitação dos responsáveis. Uma delas apresentava ferimentos visíveis no rosto, segundo a Polícia Militar.
A Prefeitura de Curitiba confirmou posteriormente que todas as crianças envolvidas estavam vivas e em segurança e informou que equipes de psicologia foram mobilizadas para atender vítimas, familiares e profissionais do CMEI.
Carta mencionava 'massacre'
Durante a ocorrência, uma carta atribuída ao invasor começou a circular.
A autenticidade do documento foi confirmada à Band Paraná pelo secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Teixeira.
No texto, o autor fazia ameaças, mencionava uma arma e afirmava que a situação poderia “virar um massacre”. Também pedia a presença de policiais e negociadores.
Motivação ainda é investigada
Apesar das informações preliminares sobre o homem, a razão pela qual ele escolheu o CMEI e fez as crianças reféns ainda não foi esclarecida.
As circunstâncias da invasão e a motivação serão investigadas pelos órgãos responsáveis.