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Invasor de CMEI: o que se sabe sobre o homem que fez crianças reféns

09 out 2026 às 20:29

O homem que invadiu o CMEI São Braz e manteve 13 crianças reféns nesta sexta-feira (9) tinha aproximadamente 40 anos. Segundo informações preliminares apuradas pela Band Paraná, ele tinha histórico de esquizofrenia.


A motivação para a invasão ainda não foi esclarecida e será investigada. Até o momento, não há confirmação de que a condição de saúde mental tenha relação com o ataque.


O nome do suspeito ainda não havia sido oficialmente divulgado nas informações repassadas sobre o caso.


Homem entrou no CMEI armado

Segundo a Polícia Militar do Paraná (PMPR), o homem invadiu a unidade durante a tarde com uma faca, um simulacro de arma de fogo e material inflamável.

Treze crianças, com idades entre 4 e 5 anos, ficaram sob poder do invasor. A direção e os profissionais da unidade conseguiram retirar outras crianças do local.


A ocorrência começou por volta das 15h. Após o primeiro atendimento da Polícia Militar, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) assumiu a condução da crise.


Negociação durou cerca de três horas

As equipes tentaram negociar a libertação das crianças durante aproximadamente três horas.


De acordo com a PM, a situação se agravou quando o homem passou a agir de forma agressiva contra as vítimas. Algumas crianças chegaram a ser machucadas.


A polícia também informou que havia material inflamável espalhado pela sala e que o invasor ameaçava provocar um incêndio.


Diante do aumento do risco, a Companhia de Operações Especiais do Bope realizou a intervenção.


Segundo a PM, durante a entrada dos policiais, o homem tentou alcançar uma das crianças e foi neutralizado pela equipe. Ele morreu durante a ação.


13 crianças foram resgatadas

As 13 crianças foram retiradas com vida e em segurança.


Cinco foram encaminhadas para avaliação médica, inclusive por solicitação dos responsáveis. Uma delas apresentava ferimentos visíveis no rosto, segundo a Polícia Militar.


A Prefeitura de Curitiba confirmou posteriormente que todas as crianças envolvidas estavam vivas e em segurança e informou que equipes de psicologia foram mobilizadas para atender vítimas, familiares e profissionais do CMEI.


Carta mencionava 'massacre'

Durante a ocorrência, uma carta atribuída ao invasor começou a circular.


A autenticidade do documento foi confirmada à Band Paraná pelo secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Teixeira.


No texto, o autor fazia ameaças, mencionava uma arma e afirmava que a situação poderia “virar um massacre”. Também pedia a presença de policiais e negociadores.


Motivação ainda é investigada

Apesar das informações preliminares sobre o homem, a razão pela qual ele escolheu o CMEI e fez as crianças reféns ainda não foi esclarecida.


As circunstâncias da invasão e a motivação serão investigadas pelos órgãos responsáveis.

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