Cinco dias após o assassinato de Thaissa Marques, de 21 anos, a família ainda tenta lidar com a perda e com as circunstâncias da morte da ESTU, registrada na zona leste de Londrina.
Em entrevista, a irmã, Thaís Longhini, e a prima Beatriz Naldy, que também era uma das melhores amigas da vítima, relembraram a jovem e contaram como os pais estão enfrentando a ausência da filha.
Segundo Thaís, o impacto da morte foi especialmente forte para os pais, que ainda convivem com a perda repentina.
Thaissa teria contado à mãe que estava com medo
A irmã também revelou uma informação sobre os dias que antecederam o crime. Segundo ela, Thaissa teria contado à mãe que estava com medo de um homem que havia aparecido na academia onde trabalhava.
A informação foi compartilhada pela família durante os depoimentos sobre a jovem e passou a fazer parte do contexto relacionado aos últimos dias antes do assassinato.
Jovem trabalhava havia cerca de 40 dias
De acordo com a prima Beatriz Naldy, Thaissa trabalhava na academia havia cerca de 40 dias.
Foi durante o expediente que a jovem foi atacada e morta.
Segundo a investigação, Gabriel Andrade, de 21 anos, entrou no estabelecimento dizendo que queria conhecer o local. Conforme a apuração policial, ele teria tentado cometer violência sexual contra Thaissa e, durante o ataque, usado uma faca.
A perícia identificou dezenas de ferimentos no corpo da jovem, além de escoriações no rosto, no braço e na perna. A investigação aponta ainda que Thaissa teria sido encurralada no vestiário.
Família pede enquadramento por feminicídio
A família de Thaissa, por meio da assistência de acusação, defende que o investigado responda por feminicídio.
O advogado Mauro Martins também deve apresentar os argumentos para o reconhecimento de qualificadoras relacionadas às circunstâncias e à violência empregada durante o assassinato.
A definição sobre a classificação jurídica do crime caberá às autoridades responsáveis pelo caso, conforme o avanço da investigação.
Inquérito depende de laudos
Testemunhas já foram ouvidas na Delegacia da Mulher. Segundo a delegada responsável pelo caso, o inquérito tem prazo de 10 dias para ser concluído, mas a finalização depende da chegada de laudos técnicos.
Enquanto a investigação continua, a família tenta preservar as lembranças de Thaissa e conviver com a ausência da jovem.
Além da dor pela perda, os familiares afirmam que esperam que a investigação esclareça todas as circunstâncias do crime e que a Justiça seja feita.