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Jacutingas nascidas em Foz iniciam preparação para possível retorno à natureza

17 ago 2026 às 12:39

Quatro jacutingas nascidas no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, iniciaram uma nova etapa de uma jornada que pode terminar com o retorno delas à natureza. As aves foram levadas para São Paulo, onde passarão por adaptação e treinamentos antes de uma possível soltura na Mata Atlântica.


As quatro aves nasceram e cresceram sob cuidados humanos e fazem parte do projeto Voa, Jacutinga, desenvolvido pelo Parque das Aves com o objetivo de contribuir para a recuperação da população da espécie na natureza.


A jacutinga é uma ave típica da Mata Atlântica e está classificada como ameaçada de extinção. Por isso, o processo de reintrodução exige uma preparação que começa muito antes da soltura, envolvendo reprodução sob cuidados humanos, manejo especializado e acompanhamento desde o nascimento.


A transferência também exigiu uma operação especial. As aves deixaram Foz do Iguaçu de avião com destino a Guarulhos, em São Paulo, por meio do programa Avião Solidário, em parceria com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil.


Após o desembarque, as jacutingas seguiram por terra, com acompanhamento veterinário, até São Francisco Xavier, onde permanecerão durante a próxima fase do projeto.


Adaptação antes da liberdade

Apesar da transferência, as aves ainda terão um longo caminho antes de eventualmente serem soltas. Em São Paulo, as quatro jacutingas ficarão em um recinto de adaptação e passarão por treinamentos comportamentais.


A etapa é necessária para avaliar se elas desenvolveram condições para sobreviver de forma independente, incluindo comportamentos importantes para uma possível vida na natureza.


A soltura dependerá dos resultados dessa preparação e da avaliação das equipes responsáveis pelo projeto. A intenção é que as aves possam ser destinadas a uma área de ocorrência natural da espécie.


Com a chegada das quatro novas jacutingas, o projeto Voa, Jacutinga alcança a marca de 26 indivíduos destinados a ações de reforço populacional, ampliando os esforços para recuperar a presença da espécie na Mata Atlântica.

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