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Jovem de Londrina é resgatada de cárcere privado em Palmas

12 ago 2026 às 10:34

Uma jovem de 18 anos, natural de Londrina, no Paraná, foi resgatada de cárcere privado nesta terça-feira (11), em Palmas, no Tocantins. Ela era mantida refém pelo próprio companheiro, de 19 anos, que acabou preso em flagrante.


A vítima havia se mudado para a capital tocantinense no início deste ano para viver com o homem, que conheceu por meio de um jogo online de simulação com chat de interação.


No imóvel, a Polícia Militar constatou que a jovem era privada de direitos básicos, sofria agressões físicas, permanecia trancada em uma kitnet e era impedida de utilizar o próprio telefone celular.


Jovem conseguiu pedir socorro


O resgate foi possível porque a vítima conseguiu acessar o celular do companheiro em momentos de distração. De forma discreta, ela enviou mensagens para familiares pedindo socorro.


Nos recados, a jovem também orientou os parentes a não responderem às mensagens, para evitar que o homem percebesse que ela havia conseguido estabelecer contato com a família.


Após receber o pedido de ajuda, os familiares procuraram a polícia do Paraná, que acionou as autoridades de segurança de Palmas.


Segundo o tenente-coronel Gustavo Bolentini e a Secretaria de Segurança Pública, a troca de informações entre as forças policiais permitiu a localização rápida do imóvel e a interrupção do crime.


O caso foi registrado como cárcere privado qualificado, com agravante por envolver a restrição da liberdade da própria companheira.


O suspeito foi encaminhado para a Unidade Penal Regional de Palmas, onde permanece à disposição da Justiça. A defesa dele não foi localizada.


A vítima foi levada para a Casa da Mulher Brasileira, onde recebe acolhimento enquanto aguarda a conclusão dos procedimentos necessários para retornar ao Paraná.


Alerta para riscos no ambiente virtual


O caso também levou as autoridades a reforçarem o alerta sobre os riscos de aliciamento em ambientes virtuais, principalmente em jogos digitais que possuem sistemas de conversa e interação entre usuários.


A Polícia Militar orienta que situações suspeitas de violência doméstica, agressão ou restrição de liberdade sejam denunciadas. Vizinhos, familiares ou testemunhas podem procurar as autoridades e comunicar os casos pelos canais 180 e 190, ou diretamente em uma delegacia.

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