O Tribunal do Júri de Salto do Lontra, no Sudoeste do Paraná, condenou na última sexta-feira (2) um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) pelo feminicídio da companheira, ocorrido em 16 de maio de 2025, em Nova Prata do Iguaçu.
O réu recebeu a pena de 36 anos e 8 meses de reclusão pelo feminicídio e também pela posse ilegal de munições de uso permitido.
CRIME OCORREU DENTRO DE CASA
De acordo com a denúncia, o crime aconteceu após uma discussão entre o casal e foi motivado por um sentimento de posse e controle em relação à vítima.
Segundo o Ministério Público, o homem teria ficado inconformado com vídeos publicados pela companheira na rede social TikTok e a atacado com uma faca dentro da residência onde os dois moravam.
A filha da vítima, de seis anos, estava no local no momento do crime.
Após matar a companheira, o condenado deixou a menina na casa do avô paterno. Em seguida, foi até a residência da irmã da vítima e relatou o que havia acontecido.
Depois, o homem se dirigiu ao destacamento da Polícia Militar, onde se entregou.
JÚRI RECONHECEU TRÊS AGRAVANTES
O Conselho de Sentença reconheceu o feminicídio e três causas de aumento de pena.
Entre elas estão o fato de o crime ter sido cometido na presença física de uma descendente da vítima, o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da mulher.
Além da condenação pelo feminicídio, o homem também foi responsabilizado pela posse ilegal de munições de uso permitido.
Após o crime, foram encontradas seis munições calibre .38 no guarda-roupas do réu.