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Júri do caso Eduarda Shigematsu é adiado pela oitava vez

28 jul 2026 às 08:43

O julgamento de Ricardo Seidi e Terezinha de Jesus, acusados no caso da morte da menina Eduarda Shigematsu, foi adiado mais uma vez pela Justiça do Paraná. A decisão cancela a sessão do Tribunal do Júri que estava marcada para o dia 4 de agosto, em Maringá.


Na decisão, o magistrado responsável informa que o Tribunal do Júri está sem juiz substituto, razão pela qual determinou o cancelamento da sessão até que o cargo seja preenchido.


Conforme o despacho, após a nomeação de um novo magistrado, o processo deverá retornar à conclusão para que seja elaborada uma nova pauta de sessões do Tribunal do Júri. Até o momento, não há nova data definida para o julgamento.


Julgamento já foi adiado diversas vezes


Esta é mais uma alteração no cronograma do júri, que já sofreu sucessivos adiamentos desde o início do processo.


A última mudança havia ocorrido em junho, quando a sessão foi transferida de 23 de junho para 4 de agosto de 2026. Na ocasião, a Justiça justificou a alteração pela previsão de que o julgamento pudesse durar dois dias e por compromissos judiciais previamente agendados.


Ao longo da tramitação, o processo também teve o julgamento transferido de comarca por duas vezes. Inicialmente, o júri saiu de Rolândia para Londrina e, posteriormente, foi levado para Maringá, após pedidos da defesa que alegou risco de parcialidade.


Em outro momento, o julgamento chegou a ser suspenso pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) em razão de questionamentos da defesa sobre o sorteio dos jurados.


Relembre o caso


O crime ocorreu em 24 de abril de 2019, em Rolândia. A menina Eduarda Shigematsu, de 11 anos, foi encontrada morta e enterrada no quintal da casa onde morava com o pai.


Ricardo Seidi está preso desde 30 de abril de 2019 e responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Ele nega ter matado a filha, mas admite ter escondido o corpo, alegando que a menina tirou a própria vida.


A avó paterna da vítima, Terezinha de Jesus, também é ré no processo. Segundo o Ministério Público, ela teria auxiliado na ocultação do cadáver. A defesa nega qualquer participação da acusada no crime.


Com o novo adiamento, o julgamento permanece sem previsão de nova data.

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