A 3ª Vara Criminal de Londrina condenou 11 pessoas investigadas na primeira fase da Operação Antártida, deflagrada em junho de 2024, que apurou um esquema de concessão de benefícios a presos.
Entre os condenados está um servidor do Departamento Penitenciário (Depen), que chegou a atuar no Creslon, e recebeu a pena mais alta, de mais de 30 anos de prisão, além da perda do cargo público. A sentença se soma a outra condenação já imposta na segunda fase da operação, de mais de 11 anos de reclusão.
Segundo o Gaeco de Londrina, o servidor utilizava seu acesso a sistemas oficiais para favorecer detentos em troca de vantagens financeiras. Ele manipulava informações no monitoramento eletrônico, acelerava pedidos de benefícios e fraudes de atestados de comparecimento.
Além dele, outros dez investigados foram condenados a penas entre 5 e 15 anos, por corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas oficiais e falsidade ideológica.
A decisão ainda cabe recurso, e mesmo com uma terceira fase da operação à espera de julgamento, o Ministério Público considera o caso praticamente encerrado.