A Justiça pronunciou, no fim da tarde de terça-feira (12), o réu Edson Ferreira da Cruz pelo assassinato do soldado da Polícia Militar (PM) Ariel Julio Rubenich, morto em novembro de 2025 durante uma perseguição policial em Cascavel. Com a decisão, o acusado será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri Popular e seguirá preso preventivamente.
A decisão foi proferida pela juíza Raquel Fratantonio Perini, da 1ª Vara Criminal de Cascavel. Na sentença, a magistrada reconheceu indícios de dolo eventual, entendendo que o réu assumiu o risco de matar durante a fuga.
Segundo a decisão, Edson dirigia sob efeito de drogas, em velocidade superior a 190 km/h, na contramão e avançando semáforos. A juíza também destacou que ele teria colidido contra outros veículos e jogado o carro contra motocicletas policiais durante a perseguição na Avenida Tancredo Neves.
Outro ponto citado na sentença foi uma publicação anterior nas redes sociais, na qual o acusado ameaçava “passar por cima” de policiais caso fosse abordado.
Das quatro qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, três foram mantidas pela Justiça:
- emprego de meio que resultou em perigo comum;
- crime para assegurar impunidade de outros delitos;
- homicídio contra agente de segurança pública em exercício da função.
A qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima foi afastada nesta fase do processo.
A juíza também manteve a acusação de resistência à prisão com violência. Todos os pedidos da defesa foram negados, incluindo a absolvição sumária e a tentativa de desclassificar o caso para homicídio culposo no trânsito.
Com a pronúncia, o processo agora seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri. Ainda não há data definida para a sessão. Enquanto isso, Edson Ferreira da Cruz permanece preso.