O julgamento de Ricardo Seidi e Terezinha de Jesus, acusados pela morte da menina Eduarda Shigematsu, foi remarcado para 23 de junho de 2026, em Maringá.
O julgamento já passou por seis mudanças, incluindo duas transferências de comarca, primeiro para Londrina e depois para Maringá, motivadas por alegações de parcialidade e pedidos da defesa, que argumenta que Rolândia não ofereceria julgamento imparcial.
Anteriormente, o júri estava marcado para 6 de outubro, mas foi suspenso pelo Tribunal de Justiça do Paraná após reclamação da defesa sobre supostas falhas no sorteio dos jurados.
O crime ocorreu em 24 de abril de 2019, quando Eduarda, de 11 anos, foi encontrada morta e enterrada no quintal da casa do pai, em Rolândia.
Ricardo Seidi está preso desde o dia 30 de abril de 2019 e responde por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Ele nega ter matado a filha, mas confessou ter escondido o corpo, alegando que a menina teria tirado a própria vida.
A avó paterna, Terezinha de Jesus, também é ré e, segundo o Ministério Público, teria ajudado na ocultação do cadáver. A defesa dela nega qualquer envolvimento no crime.