A morte da pequena Lavinne, de apenas dois meses, segue gerando comoção e cobrança por respostas em Londrina. A certidão de óbito da bebê aponta septicemia, também conhecida como sepse ou infecção generalizada, como causa da morte da criança.
Lavinne morreu na manhã de quarta-feira (13), no Hospital Universitário (HU), após passar por dois atendimentos no Pronto Atendimento Infantil (PAI). A família questiona a assistência prestada durante os atendimentos e afirma que a bebê não recebeu antibióticos em nenhum momento.
Segundo os familiares, a criança foi levada inicialmente ao PAI na segunda-feira (11), apresentando sintomas como febre, vômito e mal-estar. Após avaliação médica, ela teria sido liberada apenas com prescrição de dipirona e Dramin.
No dia seguinte, diante da piora do quadro clínico, a família retornou à unidade. Durante o segundo atendimento, os profissionais identificaram a gravidade da situação e solicitaram a transferência da bebê para o Hospital Universitário. Os familiares relatam que a ambulância demorou cerca de quatro horas para realizar o transporte até o HU.
Lavinne chegou ao hospital próximo da meia-noite, mas não resistiu e morreu na manhã seguinte.
Segundo o Hospital Universitário, a bebê deu entrada na unidade acompanhada da mãe, em estado considerado regular e respirando normalmente.
O avô da criança, Gil Custódio, conhecido em Londrina pela atuação como representante dos carroceiros, afirmou que a família busca explicações sobre o caso. Abalados emocionalmente, os pais da bebê não conseguiram conceder entrevistas.
A família acredita que pode ter havido negligência no atendimento prestado à criança. Como forma de protesto e para cobrar respostas, Gil planeja organizar uma passeata em frente ao PAI nos próximos dias.
A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina informou que segue investigando o caso e que um laudo detalhado está sendo elaborado para esclarecer todas as circunstâncias dos atendimentos realizados.