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Laudo confirma que acusado de matar jovem em Londrina estava consciente

23 mai 2026 às 13:13

Um novo laudo psiquiátrico emitido pela Polícia Científica do Estado confirmou que Guilherme Negri Sella tinha plena capacidade mental e estava consciente de seus atos quando assassinou Raphaelle da Silva Proferis. O documento oficial afasta a hipótese de incapacidade total ou redução de entendimento no momento do crime. O resultado pericial é considerado um fator determinante para o andamento do processo criminal, pois valida a permanência do réu na prisão convencional e indica que ele deve ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, em vez de ser transferido para uma ala de internação psiquiátrica.


Este é o terceiro parecer técnico produzido para avaliar a saúde mental do acusado. O primeiro exame, também realizado por peritos oficiais no ano passado, já havia indicado que o homem estava consciente. Posteriormente, a defesa de Sella contratou uma perícia particular, que alegou que o réu sofria de alucinações causadas por uma severa intoxicação por cocaína no dia do homicídio. Diante do impasse, a nova avaliação da Polícia Científica revisou os relatórios e concluiu que, embora o histórico mencione sintomas auditivos transitórios devido ao uso de substâncias, não há comprovação de sintomas persistentes que anulassem a capacidade de compreensão do acusado.


O assassinato de Raphaelle, que tinha 25 anos, ocorreu no fim de dezembro de 2024 e gerou grande repercussão pública em Londrina. O corpo da jovem foi localizado no dia 30 daquele mês, mas a investigação policial apontou que a morte aconteceu quatro dias antes, em 26 de dezembro. De acordo com o inquérito, o acusado cometeu o crime motivado por crises de ciúmes e agrediu a vítima de forma contínua com uma barra de ferro. Para tentar justificar o surto, os advogados de defesa comprovaram que o cliente havia gasto R$ 300 em entorpecentes naquela data, argumento que acabou rejeitado pelo novo laudo pericial.


A família da vítima acompanha o desdobramento do caso e reforça o pedido para que o processo avance sem novas interrupções. A mãe de Raphaelle declarou em entrevista que o convívio com o acusado demonstrava que ele era uma pessoa totalmente sã. Ela ressaltou ainda que, logo após o homicídio, o homem agiu de forma calculada para ocultar o crime, chegando a responder mensagens de texto no celular fingindo ser a jovem para despistar os familiares. Com o resultado da nova perícia médica, os parentes esperam que o juiz responsável pelo caso determine o julgamento popular imediato do réu.

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