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Laudo não aponta tortura na morte de jovem que caiu de prédio

Perícia não encontrou sinais de tortura; acusados reconhecem agressões, segundo advogado
27 ago 2026 às 18:16
Por: Portal Tarobá

O laudo de necropsia não apontou sinais de tortura no caso da morte de Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, que caiu do 14º andar de um prédio na Zona Leste de Londrina, no dia 14 de agosto.


Segundo a defesa, os quatro acusados admitem que agrediram Alexandre, mas negam ter provocado a morte do jovem. O advogado Arthur Travaglia afirma que é necessário diferenciar as agressões relatadas durante a investigação de uma eventual prática de tortura.


Apesar da conclusão do laudo de necropsia, a investigação ainda não terminou. A Polícia Científica não concluiu o exame toxicológico, que deverá identificar quais substâncias estavam no organismo de Alexandre no momento da morte.


Segundo a defesa, um dos acusados teria dado ao jovem um medicamento para ansiedade antes da queda.


Jovem estava vivo antes da queda


O laudo também apontou que Alexandre estava vivo antes de cair do prédio. A Polícia Civil confirmou ainda que uma testemunha teria visto o jovem tentando escapar do apartamento pela janela.

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As novas informações reforçam a hipótese de que Alexandre teria tentado fugir das agressões e acabou caindo durante a tentativa de alcançar uma sacada no andar de baixo.


Anteriormente, investigadores encontraram pegadas e redes de proteção esgarçadas no apartamento vizinho, elementos que também podem ajudar a esclarecer a dinâmica da queda.


Inquérito ainda não foi concluído


Além do laudo de necropsia, outros exames periciais ainda serão analisados pela Polícia Civil antes da conclusão do inquérito.


Alexandre teria sido mantido em cárcere privado e agredido por quatro jovens que estavam no apartamento. Segundo as investigações, a confusão teria começado após a suspeita do furto de uma câmera profissional avaliada entre R$ 12 mil e R$ 15 mil.


Os quatro envolvidos foram presos em flagrante e permanecem no centro da investigação. A defesa trabalha para que eles possam responder ao processo em liberdade.


A Polícia Civil pediu a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito, e os resultados dos exames pendentes devem ajudar a definir a responsabilidade de cada investigado e a classificação definitiva do caso.

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