Um problema monitorado de perto por moradores da zona sul de Londrina tem gerado preocupação com a saúde pública na região. A lona de cobertura de um reboque de carreta acumulou um grande volume de água da chuva e transformou-se em um foco propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
De acordo com relatos de vizinhos no bairro Vale dos Tucanos, a estrutura do veículo está estacionada na Rua Pedro de Souza há pelo menos 40 dias. Durante esse período, o acúmulo de água parada na cobertura plástica agravou-se sem que o proprietário do reboque fosse localizado pela comunidade.
Preocupação dos moradores e risco coletivo
A permanência do foco na via pública causa apreensão entre os residentes da área. A arquiteta Damares Carvalho, moradora do entorno, destaca que a situação compromete as medidas de prevenção adotadas individualmente nas residências.
O acúmulo de água em grande proporção expõe toda a vizinhança ao risco de contaminação por arboviroses, anulando os esforços dos moradores que mantêm quintais e calhas higienizados e livres de recipientes com água parada.
Atuação da Vigilância Ambiental e medidas adotadas
Em resposta às queixas encaminhadas pela população, a Gerência de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde informou que enviou uma equipe técnica ao local na última sexta-feira (31).
Durante a fiscalização, os agentes de endemias efetuaram a aplicação de larvicida na água acumulada sobre a lona para interromper o ciclo de desenvolvimento do inseto. A equipe trabalha em conjunto com a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) para identificar o proprietário do reboque, viabilizar a notificação do responsável e promover a remoção do veículo da via pública.