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Londrina: começa júri popular de acusados de assassinar agente penitenciário

24 ago 2022 às 13:36

Depois de quase seis anos, os acusados de participação no atentado que terminou com a morte de um agente penitenciário, em Londrina, enfrentam o júri popular, nesta quarta-feira (24), no Fórum Criminal da cidade. O julgamento começou às 9h sob um forte esquema de segurança, inclusive com a presença do helicóptero da PM, e deve terminar apenas na sexta-feira (26).


O crime ocorreu em dezembro de 2016. Dois veículos com oito agentes penitenciários do Serviço de Operações Especiais (SOE) saíram da PEL II após uma revista e seguiam rumo à PEL I. No caminho, eles foram cercados por criminosos que chegaram em outros dois carros efetuando disparos de fuzis.


Thiago Borges de Carvalho, de 33 anos, foi atingido na cabeça e morreu. Outros dois agentes que estavam no mesmo veículo que ele foram atingidos de raspão e ficaram feridos.


Cerca de seis meses depois, sete homens foram presos. Seis permaneceram detidos e estão sendo julgadas nesta quarta-feira. As investigações apontaram que o ataque foi orquestrado por uma facção criminosa e foi uma represaria pelo trabalho dos agentes nas penitenciárias.


Os seis réus chegaram ao Fórum com escolta reforçada do Serviço de Operações Especiais do Departamento de Polícia Penal e Polícia Militar. O júri é restrito. Somente os advogados e familiares dos envolvidos podem participar. Representantes do Sindarspen, que é o sindicato dos policiais penais, acompanham o julgamento pelo lado de fora.

 

Os réus estão sendo julgados por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. O advogado de defesa de um dos réus nega o envolvimento dele no crime. “O Igor Sales não participou em hipótese alguma dessa situação. Há provas concretas que ele esteve no INSS no dia e que está há cinco anos preso sendo inocente”, apontou o advogado Peter Kelter.

 

Para a acusação, a expectativa é de penas de 300 anos de reclusão. “Estamos falando de um homicídio duplamente qualificado consumado e outros tentados. Então vamos ver qual vai ser o entendimento dos jurados e do juiz”, disse o assistente de acusação Mário Barbosa.

 

Equipes da PM vão ficar de plantão no entorno do Fórum e em outros pontos da cidade, que não serão divulgados, como medida de segurança. “Estamos trabalhando para que o júri possa transcorrer da forma mais serena possível, com toda a segurança devida”, afirmou o comandante do 5º Batalhão da Pm, o tenente-coronel Nelson Villa.

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