A Prefeitura de Londrina prepara novas medidas para combater o mosquito Aedes aegypti e evitar o aumento dos casos de dengue com a chegada do verão. Dados preliminares da Secretaria Municipal de Saúde, atualizados na quarta-feira (4), apontam uma redução de 72,96% nos casos confirmados em relação ao mesmo período de 2025. Até a Semana Epidemiológica 44, foram registradas 1.342 confirmações e duas mortes pela doença.
Entre as ações previstas está a ampliação do Projeto Wolbachia, que prevê a soltura de mosquitos que carregam a bactéria utilizada na estratégia de controle da transmissão da dengue. A Prefeitura também pretende reforçar atividades educativas em escolas, realizar mutirões de limpeza e intensificar inspeções em bairros periféricos e distritos rurais, seguindo o modelo já adotado em Paiquerê.
O trabalho de vigilância deve contar ainda com a aplicação de inseticida biológico BTI e de produtos com efeito residual em locais de grande circulação, como escolas e unidades de saúde. Drones também serão utilizados para localizar e tratar possíveis criadouros em pontos de difícil acesso. Outra medida será ampliar o monitoramento por ovitrampas, armadilhas que ajudam a identificar a presença e a concentração de ovos do mosquito.
Apesar da queda nos registros, a Vigilância Ambiental mantém o alerta para o período mais quente e chuvoso do ano. O gerente do setor, Nino Ribas, afirma que as condições climáticas podem favorecer a reprodução do mosquito, mesmo com a transmissão da doença atualmente controlada.
Por isso, estão previstas fiscalizações quinzenais em cemitérios, ferros-velhos, recicladoras e depósitos de resíduos, além de ações em imóveis considerados críticos.
O balanço municipal contabiliza 12.756 notificações de dengue em 2026: 10.909 foram descartadas e 505 ainda estão em investigação. No mesmo período de 2025, Londrina havia registrado 4.965 casos confirmados e nove mortes.
Em relação à chikungunya, foram 19 notificações neste ano, sem confirmações. Desse total, 18 foram descartadas e uma segue em investigação.
Mesmo com os indicadores em queda, a Secretaria de Saúde destaca a importância dos cuidados dentro de casa. A eliminação de recipientes com água parada continua sendo uma das principais formas de impedir a reprodução do Aedes aegypti. A participação dos moradores, junto às ações de fiscalização e controle, será importante para manter os números sob controle nos próximos meses.