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Londrina registra alta de 47% em pedidos para retirar enxames

26 out 2026 às 10:33

Os pedidos de remoção de colmeias de abelhas, vespas e marimbondos aumentaram 47% em Londrina entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), foram atendidas 256 solicitações nos primeiros nove meses deste ano, contra 174 em 2025.


O número registrado em 2026 já supera o total de chamados atendidos durante todo o ano passado, quando foram contabilizadas 242 solicitações.


A retirada gratuita realizada por apicultores contratados pela Prefeitura atende enxames localizados em espaços públicos, como ruas, praças e escolas, além de imóveis particulares de moradores inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Nos demais casos, o proprietário precisa contratar um profissional para fazer a remoção.


Todas as solicitações passam por uma avaliação prévia da Gerência de Parques e Biodiversidade (GPBIO), responsável por verificar o local e orientar sobre o atendimento adequado.


O gerente do setor, João Paulo Dias, alerta que a manipulação de colmeias oferece riscos e deve ser realizada por profissionais capacitados, com equipamentos de proteção e técnicas que garantam a segurança da população e a preservação dos animais.


“As abelhas desempenham um papel fundamental para o equilíbrio ambiental, especialmente na polinização, e sua importância ecológica deve ser considerada nas ações de manejo”, explicou Dias.

Segundo o gestor, o extermínio de abelhas e a destruição de colmeias podem configurar crimes ambientais, conforme as circunstâncias e a legislação aplicável. Por isso, a orientação é priorizar o manejo e a remoção das colônias.


Em Londrina, os enxames retirados são encaminhados para áreas de mata em regiões rurais, em locais adequados para sua instalação e permanência.


Como solicitar a remoção de enxames


Os moradores podem entrar em contato com a Secretaria Municipal do Ambiente pelo telefone ou WhatsApp (43) 3372-4765, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.


Também é possível registrar pedidos de remoção de abelhas, vespas e marimbondos em áreas públicas ou em imóveis de moradores vinculados ao CadÚnico por meio do formulário eletrônico da Prefeitura.


Ao encontrar uma colmeia em local que possa oferecer risco, a recomendação é manter distância, evitar movimentos bruscos e não utilizar inseticidas ou outros produtos para tentar eliminar os insetos.


Em caso de ataque com múltiplas picadas ou de reação alérgica grave, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.


Projeto leva abelhas sem ferrão a escolas de Londrina


Além da remoção de enxames em locais de risco, o município desenvolve ações de educação ambiental para conscientizar crianças sobre a importância das abelhas para a biodiversidade.


Criado em 2022, o projeto “Abelhas sem ferrão” já está presente em 45 unidades da rede municipal de ensino, entre escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Educação (SME), prevê a instalação de colmeias de abelhas nativas da espécie jataí.


A proposta é aproximar os estudantes do universo dos polinizadores e ampliar o conhecimento sobre abelhas, ecossistemas e conservação ambiental.


Segundo a professora de Apoio Pedagógico de Ciências da SME, Cristina da Silva Borba, o projeto integra a educação ambiental ao currículo escolar por meio de atividades práticas.


“Buscamos inserir a educação ambiental de maneira articulada com o nosso currículo escolar. Para isso, repassamos esses conhecimentos por meio de práticas investigativas, lúdicas e interdisciplinares”, destacou.


O projeto recebeu financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de editais. Entre as ações estão a instalação de colmeias e plantas melíferas, formações, visitas técnicas e a aquisição de livros sobre abelhas e biodiversidade para empréstimo às unidades participantes.

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