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Londrina registra queda de 2,4% no preço da cesta básica em agosto

31 ago 2022 às 17:02

O valor da cesta básica apresentou queda de 2,4% em relação ao mês de julho, fechando a R$547,55 contra R$561,17 no mês anterior. É o que aponta os dados da pesquisa realizada pelo Nupea (Núcleo de Pesquisas Avançadas) da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná). 


Dos treze itens que compõem a cesta, dez ficaram mais baratos. Os produtos que apresentaram maior redução foram a batata, que ficou 26% mais barata, o leite, com diminuição de 20%, e o óleo de soja, que baixou 10%. De acordo com o professor de economia Marcos Rambalducci, foi a baixa no preço do diesel que impactou nas quedas. "A redução do preço do combustível implica em redução do custo do transporte dessas mercadorias”, disse.


Além disso, as reduções também foram favorecidas pela diminuição do preço das commodities no mercado internacional e pela volta das chuvas. "A normalização climática, principalmente no caso do leite, fez com que ocorresse uma recomposição da sua capacidade de oferta para o mercado. O período de chuvas fez com que o custo de produção do leite diminuísse", explicou Rambalducci.

 

A farinha de trigo ficou 9,5% mais cara e a carne subiu 4,9%, em agosto. No caso do trigo, a elevação dos preços foi causada pela restrição na oferta do item, no mercado internacional, em razão da guerra entre a Ucrânia e a Rússia. "A carne, pra gente foi uma surpresa, porque vínhamos com a expectativa da manutenção do preço ou até de uma redução, haja visto que os insumos utilizados para a alimentação do gado caíram. Mas a expectativa é de uma redução nos próximos meses”, pontuou Rambalducci.


Apesar da redução em agosto, o valor médio da cesta básica segue em alta, quando comparado ao mês de janeiro de 2022. Neste caso, a elevação ultrapassa os 8%. E a consequência disso é o comprometimento do poder de compra das famílias, principalmente aquelas de baixa renda. "O salário mínimo perdeu 8% de sua capacidade de compra quando vai direcionado para os alimentos. E o grande impactante dos salários menores é a alimentação”, apontou o professor.

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