Londrina contabilizou 38 atropelamentos e duas mortes no perímetro urbano durante os dois primeiros meses de 2026. Os dados da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) indicam uma tendência de queda na letalidade local, embora os índices regionais apresentem redução mais lenta. Em 2025, o município registrou 38 óbitos em vias urbanas, o que representou uma queda de 22% em comparação às 49 mortes ocorridas em 2024.
O cenário é menos otimista quando somados os atropelamentos fatais nas rodovias da região. Nesse recorte, a queda foi de apenas 3,2%, com 59 mortes em 2025 frente às 61 registradas no ano anterior. Segundo o gerente de fiscalização e trânsito da CMTU, Jonas Rico, o excesso de velocidade aparece como o principal fator nos casos graves. Idosos e motociclistas compõem o grupo com o maior número de vítimas.
Flagrantes realizados no Centro de Londrina revelam o desrespeito frequente às normas de segurança. Na Rua Fernando de Noronha, em frente ao Hoftalon, pedestres atravessam fora da faixa ou ignoram a botoeira que dá preferência na passagem. A aposentada Lurdes Duarte afirma que, mesmo respeitando as leis de trânsito, "se sente insegura em andar a pé".
A situação se repete em outros pontos movimentados, como na Avenida Dez de Dezembro. Na Rua Benjamin Constant, em frente ao Terminal Central, o fluxo também é crítico. Para a aposentada Helena Kohiyama, "falta consciência dos dois lados", opinião compartilhada por motoristas e motociclistas que apontam imprudência por parte de quem circula a pé.