Cidade

Londrina substitui totens por câmeras com IA e integra monitoramento público e privado

09 jan 2026 às 15:07

A Prefeitura de Londrina iniciou a retirada dos dez totens de segurança remanescentes na cidade devido ao encerramento do contrato com a empresa prestadora do serviço. Ao todo, o projeto anterior previa doze equipamentos instalados em pontos estratégicos. Segundo a administração municipal, o antigo formato de operação não atende aos requisitos do novo projeto de Cidades Inteligentes, que prioriza a integração de dados e o uso de inteligência artificial (IA).


O novo modelo foca na expansão do monitoramento por meio de câmeras instaladas em postes de iluminação e prédios públicos e privados, visando uma cobertura territorial mais ampla. O sistema atenderá tanto o perímetro urbano quanto a zona rural.


Projeto Olho Vivo e integração de dados


A modernização ocorre em parceria com o Governo do Estado através do Projeto Olho Vivo, que conecta a tecnologia de IA ao sistema estadual de videomonitoramento.


Colaboração intersetorial: O projeto envolve diversas pastas, incluindo a Guarda Civil Municipal, a Londrina Iluminação, a CTD e a CMTU.


Investimento gradativo: De acordo com o presidente da Londrina Iluminação, Renan Salvador, não é possível prever um valor fixo de investimento, pois a implantação será realizada por etapas.

Capacidade atual: Atualmente, a cidade já opera com mais de 600 câmeras de monitoramento.


Parceria com a comunidade: câmeras particulares


Uma das inovações do novo sistema é a possibilidade de interligar redes de monitoramento privadas à central do município.


“Hoje, qualquer cidadão ou empresário que possua câmeras pode firmar parceria com a Prefeitura. Basta realizar um cadastramento para que as imagens sejam integradas, desde que a tecnologia seja compatível com a utilizada pelo município”.


A Prefeitura garante que, com a retirada dos totens, nenhuma área ficará desassistida, pois os pontos serão absorvidos pela rede existente e pelas novas soluções tecnológicas. A meta da gestão é que, em menos de cinco anos, toda a cidade esteja interligada digitalmente.