A Defesa Civil de Londrina realiza nesta quinta-feira (29) um simulado de emergência para testar a capacidade de resposta do município diante de desastres provocados por eventos climáticos extremos. A atividade está prevista para começar às 7h, na região da Usina Três Bocas, próximo ao Parque Ecológico Dr. Daisaku Ikeda.
Organizado pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC), o exercício contará com a participação de secretarias e órgãos municipais, agentes da Defesa Civil e da Guarda Municipal, além de moradores da região. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar Rodoviária também foram convidados.
Simulação terá queda de ponte e resgate de vítimas
O cenário previsto para o exercício inclui a queda fictícia de uma ponte e a existência de pessoas feridas que precisarão de socorro e atendimento médico imediato. A operação contará com recursos terrestres e com o apoio da aeronave Arcanjo.
Segundo o coordenador adjunto da COMPDEC, Eder Junior Aparecido Martins, a região foi escolhida por estar sujeita a eventos extremos, especialmente nas proximidades do Ribeirão Três Bocas.
Em janeiro de 2016, cerca de 40 famílias ficaram isoladas após fortes chuvas afetarem a ponte da Estrada do Remansinho, nas proximidades do parque.
“É importante realizar o exercício para testar a eficiência das equipes e detectar as dificuldades em cenário real. Ao final do exercício, teremos um momento de feedback”, explicou Martins.
Simulado será mantido mesmo com previsão de chuva
A previsão de chuva para quinta-feira não deve impedir a realização da atividade. No entanto, o exercício poderá ser suspenso caso as condições ofereçam riscos às equipes.
“Salvo se o nível da represa aumentar significativamente, colocando as equipes em risco”, alertou o coordenador adjunto.
Objetivo é melhorar o tempo de resposta
Para o coordenador-geral da COMPDEC e secretário municipal de Defesa Social, tenente-coronel Ricardo Eguedis, a integração entre as forças de resgate é essencial para preparar os profissionais para situações reais de emergência.
Segundo ele, o exercício busca alinhar os procedimentos das equipes, otimizar o tempo de resposta e melhorar o uso de equipamentos e aeronaves durante situações de crise.