A Polícia Civil do Paraná concluiu a etapa de depoimentos no inquérito que apura a lesão severa sofrida pelo lutador de jiu-jitsu Willian Masuda, conhecido como Kabuto, de 37 anos. O adversário dele no combate, Juliano Di Pelli, foi a décima e última pessoa ouvida pelo delegado Roberto Fernandes, no 5º Distrito Policial de Londrina.
Em seu depoimento, Juliano negou ter aplicado de forma intencional o golpe conhecido como "bate-estaca" — manobra considerada ilegal nas regras da modalidade. O atleta alegou às autoridades que tentava apenas se desvencilhar de um golpe de Kabuto e que não percebeu a posição vulnerável do oponente. A versão contraria a de Kabuto, que afirmou ter alertado o rival durante o confronto no Ginásio Moringão, ocorrido no dia 23 de agosto.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, a hipótese de indiciamento por tentativa de homicídio está praticamente descartada. A tendência é que Juliano responda por lesão corporal, cujo grau (grave ou gravíssimo) será determinado após a conclusão do laudo da Polícia Científica, que possui prazo de até 180 dias para emissão do documento definitivo. Kabuto passou um mês internado no Hospital Evangélico e segue em internação domiciliar.