Cidade

Macaco, quati, gato maracajá e gambá-morreram atropelados nas ruas de Londrina

24 jun 2025 às 16:46

Um macaco-prego, um quati, um gato-maracajá e um gambá morreram por atropelamentos na área urbana de Londrina desde domingo. Esses são casos registrados, mas existe a possibilidade de outras ocorrências na cidade que não chegaram aos órgãos ambientais. "É uma tristeza verificar animais silvestres morrendo assim. Se nada for feito, o problema pode piorar" - alerta a médica veterinária Daniele Martina, coordenadora do Hospital Veterinário da UniFil e do Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS), ligado ao Governo do Estado.


Uma macaquinha de três a quatro anos foi socorrida ontem (dia 23) à noite, nas proximidades do Parque Arthur Thomas, e levada ao HV com várias fraturas e lesões no fígado, baço, bexiga e intestino. "Um morador das imediações ligou no hospital, acionamos a Polícia Ambiental que levou o animal para atendimento. Chegou em estado gravíssimo, fizemos os procedimentos de emergência, radiografia e ultrassom. Infelizmente não conseguimos salvá-lo" - relata a veterinária. Também na segunda-feira, ela presenciou o atropelamento e a morte de um gato maracajá, espécie ameaçada de extinção, na Rodovia Mábio Palhano.


Sobre a fêmea de macaco prego, Daniele Martina conta que foi mais triste ainda constatar que estava cheia de leite nas mamas, indicando que tinha parido filhote recentemente. Outro agravante é que apresentava dois chumbinhos no corpo, um no tórax e outro na pelve. "A macaquinha levou tiros de alguém que quis afugentá-la ou até retirar seu filho. Um absurdo atirar no animal. E depois ainda ver que morreu vítima de atropelamento nas proximidades do Parque Arthur Thomas, uma área de preservação onde espécies silvestres deveriam estar protegidas" - afirma a médica veterinária. Já o quati foi encontrado morto perto do IDR-Iapar e o gambá na região Oeste da cidade. 


A coordenadora do HV e do CAFS pede atenção dos motoristas quando trafegam em locais que possam abrigar animais. Também sugere ações dos órgãos de trânsito para fortalecer a sinalização sobre a presença de bichos e instalar redutores de velocidade para reduzir as mortes.