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Mãe de Eduarda Shigematsu chega ao fórum com lembranças da filha

16 set 2026 às 11:42

Sete anos depois da morte de Eduarda Shigematsu e após 8 adiamentos, o caso finalmente chegou ao Tribunal do Júri. O julgamento começou nesta quarta-feira (16), em Maringá, e é acompanhado de perto pela equipe da Tarobá, que está no fórum para trazer as principais informações da sessão.


Eduarda tinha 11 anos quando desapareceu, em abril de 2019, em Rolândia. O corpo da adolescente foi encontrado 4 dias depois, em um imóvel ligado à família do pai.


O pai da menina, Ricardo Seide, e a avó paterna, Terezinha Guinaia, são réus no processo.


Mãe leva lembranças da filha


A mãe de Eduarda, Jéssica Pires, esteve no fórum nesta quarta-feira levando objetos que remetem à filha.

Ela carregou uma manta usada por Eduarda quando nasceu e vestia uma camiseta com uma fotografia das duas.


Jéssica preferiu não conceder entrevista.


Pai chega escoltado


Ricardo Seide chegou ao fórum por volta das 8h15, escoltado pelo Deppen.


Ele permaneceu preso preventivamente durante o processo criminal e responde por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.


A defesa sustenta que Ricardo não foi responsável pela morte da filha, mas pela ocultação do corpo.

O advogado também questiona pontos dos laudos periciais que apontaram a causa da morte.


Avó participa por videoconferência


A avó paterna, Terezinha Guinaia, não compareceu presencialmente ao fórum de Maringá.


Segundo a defesa, ela deve ser ouvida por videoconferência durante o julgamento.


A acusação sustenta que Terezinha tinha conhecimento da morte da neta e não comunicou o fato às autoridades. Ela chegou a ser presa durante as investigações, mas foi liberada posteriormente.


A defesa afirma que a avó nega as acusações e busca a absolvição.


Oito adiamentos


Antes de chegar a Maringá, o julgamento foi adiado 8 vezes por diferentes motivos.


Entre as questões discutidas ao longo do processo estavam pedidos relacionados à imparcialidade dos jurados e à disponibilidade de magistrados para presidir a sessão.


O processo acabou sendo transferido para a Comarca de Maringá por meio do chamado desaforamento.


Caso Eduarda


Eduarda desapareceu em 24 de abril de 2019. Quatro dias depois, o corpo foi encontrado em um imóvel da família do pai.


Segundo o laudo da Polícia Científica, a adolescente morreu por asfixia mecânica por esganadura. O corpo estava com os pés e as mãos amarrados e havia uma corda na região do pescoço.


O julgamento deve se estender por pelo menos 2 dias, devido à quantidade de depoimentos e à complexidade do processo.


A Tarobá acompanha diretamente de Maringá a chegada dos envolvidos, os depoimentos e os principais acontecimentos do Tribunal do Júri.

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