Familiares e amigos de João Bosco, morto durante um ataque a tiros na Vila Romana, realizaram uma manifestação na noite deste domingo (07), em Londrina, pedindo justiça e a prisão dos responsáveis pelo crime.
O ato aconteceu na Avenida Gines Parra, no Jardim Maria Cecília, e reuniu dezenas de pessoas. Durante a mobilização, os participantes utilizaram fogos de artifício e motocicletas para chamar a atenção para o caso que comoveu moradores da cidade.
A principal reivindicação da família foi a rápida identificação e responsabilização dos envolvidos. Emocionada, a mãe da vítima voltou a pedir justiça pela morte do filho.
Relembre o crime
O homicídio ocorreu na noite do último dia 31, na Rua José Pirola, na Vila Romana. Equipes do SIATE e do SAMU foram acionadas para atender a ocorrência e encontraram João gravemente ferido após ser atingido por seis disparos de arma de fogo.
Segundo os socorristas, o jovem sofreu ferimentos no abdômen, no tórax e nos braços. Apesar das tentativas de reanimação por mais de 40 minutos, ele não resistiu.
A companheira dele, Renata, de 33 anos, também foi baleada e encaminhada ao hospital.
Conforme relatos de testemunhas, os disparos teriam sido efetuados por um casal que ocupava uma caminhonete branca. As primeiras informações apontaram que Renata seria o alvo principal da ação criminosa.
Ainda de acordo com testemunhas, João tentou proteger a companheira durante o atentado e acabou atingido pela maior parte dos tiros.
Investigação avança
As investigações da Polícia Civil de Londrina ganharam novos desdobramentos nos últimos dias. A principal linha de apuração indica que o crime teria sido motivado por um desentendimento envolvendo Renata e uma mulher identificada como Luana, que anteriormente mantinham amizade e atualmente enfrentam uma disputa judicial.
Segundo a investigação, horas antes do homicídio os dois casais teriam se encontrado em uma conveniência. Testemunhas relataram que, ao deixar o local, Pedro, namorado de Luana, chegou a efetuar disparos para o alto.
Posteriormente, ele teria seguido até a residência onde João e Renata estavam quando ocorreu o ataque.
O advogado de Pedro confirmou à Polícia Civil que o cliente foi o autor dos disparos, mas informou que a defesa sustentará a tese de legítima defesa durante o andamento do processo.
Já a defesa de Luana nega qualquer participação ou incentivo ao crime. O advogado afirma que ela foi deixada em outro endereço antes dos disparos e que estava participando de um churrasco no momento do homicídio.
A caminhonete utilizada na ação foi localizada abandonada por equipes do Choque na Zona Leste de Londrina.
A Polícia Civil segue reunindo provas, ouvindo testemunhas e analisando elementos técnicos para esclarecer completamente o caso e definir a participação de cada investigado.