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Mãe de pintor morto na BR-369 contesta versão da PM em Londrina

04 jun 2026 às 19:08

A mãe do pintor Michael William Carolino, de 38 anos, que morreu baleado durante uma ação policial, contesta a versão das forças de segurança e pede justiça. O caso aconteceu no último dia 29 de maio na Avenida Brasília, trecho urbano da rodovia BR-369, em Londrina. Michael estava de carona em um carro com o amigo Anderson Raimundo da Silva, que também foi atingido no local e morreu.


De acordo com o relatório oficial da Polícia Militar, os policiais abordaram o carro porque Anderson era investigado por denúncias de ameaças contra a ex-mulher e os familiares dela. A versão da PM aponta que os dois ocupantes do veículo teriam desobedecido à ordem de parada e atirado contra as equipes, o que deu início ao confronto que terminou com as duas mortes.


Família alega inocência e contrata advogado


Essa versão é firmemente questionada por Rosângela Carolino, mãe de Michael. Ela afirma que o filho trabalhava honestamente como pintor, morava com ela e nunca teve passagens pela polícia ou qualquer envolvimento com armas de fogo. Para os familiares, Michael estava no "lugar errado e na hora errada" e acabou morrendo apenas por ter aceitado uma carona do amigo, que era o alvo real dos policiais.


Dona Rosângela relatou o sofrimento ao ver a quantidade de marcas de tiros no corpo do filho e exige que o caso seja esclarecido detalhadamente. Para garantir uma apuração rigorosa sobre a conduta dos policiais envolvidos na ocorrência na BR-369, a família contratou um advogado para acompanhar de perto todos os passos do inquérito policial.

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