A mulher suspeita de matar os dois filhos teria percorrido cerca de 149 quilômetros entre Arapongas e Itambaracá, no Norte do Paraná, com os corpos das crianças dentro do carro. Em um vídeo gravado durante a abordagem policial, na tarde desta quarta-feira (4), Francielle afirmou que matou o menino, de aproximadamente sete anos, e a menina, de cerca de um ano, ainda em Arapongas, antes de seguir até a região do Rio das Cinzas.
O deslocamento entre os dois municípios pode levar aproximadamente duas horas de carro. A declaração foi feita pela própria mulher aos policiais que a localizaram nas proximidades de um pesque-pague, na divisa entre Bandeirantes e Itambaracá.
Questionada sobre como havia matado os filhos, Francielle afirmou que os sufocou com as mãos. "Foi com a mão. Eu matei elas lá em Arapongas", declarou durante a abordagem.
A mulher também relatou que pretendia tirar a própria vida e que teria se jogado da ponte sobre o Rio das Cinzas. Segundo a versão apresentada por ela, a correnteza a levou até a lateral do rio, onde conseguiu se segurar em árvores.
Mulher alegou falta de apoio
Durante a conversa com os policiais, Francielle afirmou que não queria deixar os filhos com familiares porque temia que as crianças sofressem com a situação que enfrentava.
"Eu não queria deixar meus filhos para trás para sofrer. Eu fui atrás de ajuda, eu implorei... Ninguém me ajudou. Eu só não aguentava mais", disse.
A mulher foi localizada por equipes do 18º Batalhão da Polícia Militar, com apoio de policiais de Bandeirantes e Andirá, após denúncias de moradores que a reconheceram na região. Ela estava a cerca de três quilômetros do ponto onde o veículo havia sido abandonado.
Corpos foram encontrados dentro de carro
Os corpos das duas crianças foram encontrados na manhã de quarta-feira (4), no banco traseiro de um carro vermelho abandonado nas proximidades da ponte que liga Bandeirantes a Itambaracá. O veículo pertencia à mãe das vítimas.
Antes de Francielle ser localizada, uma das hipóteses das autoridades era de que ela também tivesse morrido afogada após entrar no rio.
Após a prisão, a mulher foi encaminhada à Delegacia da Polícia Civil de Andirá, onde presta depoimento. A Polícia Civil investiga o caso e deve apurar as circunstâncias das mortes, além de realizar perícias no veículo e nos locais relacionados à ocorrência.