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Março violento: Cascavel registra sete homicídios no mês

23 mar 2026 às 12:36

Março ainda nem terminou, mas já entra para as estatísticas como um dos meses mais violentos do ano em Cascavel. Além do número elevado de acidentes de trânsito, os crimes também têm chamado a atenção das autoridades e da população.


Não é só no trânsito que os números preocupam. A violência também cresce quando o assunto é homicídio. Em apenas três meses, 15 pessoas foram assassinadas na cidade. Deste total, sete mortes foram registradas somente em março, o que representa um aumento de 46,6% em relação aos meses anteriores de 2026.


Os casos têm motivações variadas: desentendimentos, términos de relacionamento, cobranças e até roubos. Situações, muitas vezes consideradas banais, que acabam terminando em tragédia e aumentam a sensação de insegurança entre os moradores.


O que mais chama atenção é a sequência recente de crimes. Nas últimas 48 horas, duas pessoas foram assassinadas na região norte da cidade.


Na madrugada de sábado, Janaína Teixeira, de 28 anos, foi morta após uma briga entre mulheres no bairro Interlagos. O crime foi registrado por câmeras de segurança. O autor dos disparos seria o companheiro de uma das envolvidas na discussão.


O suspeito, Leonardo Davi Ribeiro de Souza, segue foragido. A polícia divulgou a identificação e pede apoio da população para localizá-lo.


Já na noite de domingo, Kaynã Felipe Alves Pereira, de 20 anos, foi morto a tiros, também no bairro Interlagos. A arma utilizada no crime foi apreendida. Uma mulher foi detida nas proximidades com um pertence da vítima. O carro supostamente usado na ação foi encontrado na manhã desta segunda-feira após denúncia anônima.


Entre os casos que mais repercutiram neste mês está o assassinato de pai e filho em uma revenda de veículos na Rua Cuiabá, em plena luz do dia. As vítimas foram identificadas como Analdo Bitencourt, de 50 anos, e Hermínio Bitencourt, de 81. Eles foram surpreendidos dentro do escritório da empresa.


O principal suspeito, Nata Fagundes de Paula, de 25 anos, chegou a gravar um vídeo com sua versão, mas ainda não se apresentou à polícia e é considerado foragido.


Os casos de feminicídio também acendem um alerta. Três mulheres foram mortas na cidade neste ano, duas delas por pessoas próximas. Ana Rosa Pereira foi assassinada após decidir encerrar um relacionamento. Já Mayara Araújo foi morta pelo marido, que já a agredia com frequência.


Outro caso que gerou grande comoção foi o da idosa Clereni Maria Menegassi, assassinada dentro de casa, na região sul. O suspeito, um homem de 65 anos de nacionalidade argentina com quem ela mantinha um relacionamento recente, roubou a vítima e fugiu, sendo posteriormente preso pela Delegacia de Homicídios em São Miguel do Iguaçu.


Além desses, outros casos seguem em investigação.


Diante de tantos episódios de violência, cresce a preocupação e fica o questionamento que ecoa entre a população: qual é o valor de uma vida?

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