Após ser preso no Paraguai na última quarta-feira (15), Marcos Campinha Panissa foi transferido para a Cadeia Pública de Foz do Iguaçu. A Polícia Federal confirmou a custódia do preso, que agora aguarda decisões judiciais para ser encaminhado a Londrina, cidade onde o crime ocorreu. Panissa estava foragido desde 1995.
A prisão encerra uma espera de 37 anos da família de Fernanda Estruzani, morta com 72 facadas em agosto de 1989. O assassinato aconteceu em um edifício na área central de Londrina, quando a vítima tinha 21 anos. O condenado chegou a confessar o crime em júri popular no início da década de 1990, mas fugiu do país antes de iniciar o cumprimento da pena definitiva.
A Justiça condenou o réu à revelia a 21 anos de prisão em 1995, durante o terceiro julgamento do caso. A localização do criminoso no país vizinho ocorreu por meio de cooperação internacional, em uma mobilização urgente para evitar a prescrição da pena, prevista para 2028. Os trâmites de extradição foram acelerados para garantir que o autor responda pela condenação em território brasileiro.
Os familiares de Fernanda acompanharam o desfecho com o sentimento de encerramento de um ciclo de impunidade. Sônia e José Antônio Mota, tios da jovem, relatam que a mãe da vítima faleceu sem presenciar a aplicação da lei. A Polícia Civil e o sistema penitenciário organizam agora a logística para o transporte do detento até o Norte do Estado.