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Caso Fernanda Estruzani: após 30 anos, jornalista Heraldo Farias detalha prisão de Marcos Panissa

16 abr 2026 às 14:54

O jornalista e apresentador Rodrigo Marini recebeu, durante o programa Tempo Quente, o jornalista Heraldo Farias para relembrar o caso e detalhar a prisão de Marcos Campinha Panissa, ocorrida no Paraguai após mais de 30 anos de buscas. Panissa foi condenado pelo assassinato de Fernanda Estruzani, morta com 72 facadas em 1989, no centro de Londrina. Farias, que cobriu o crime na época, relembrou os detalhes do caso.


A prisão aconteceu na cidade de San Lorenzo, onde o condenado vivia com identidade falsa. Durante a entrevista, Heraldo Farias ressaltou que o réu enfrentou três julgamentos, sendo que o último ocorreu sem a sua presença física. "Ele não comparece e é julgado e condenado a mais ou menos 20 anos de cadeia. Nunca foi preso, nunca cumpriu uma hora, um minuto, um segundo de cadeia", afirmou o jornalista.


Heraldo Farias foi um dos primeiros profissionais de imprensa a chegar ao local do crime, em 6 de agosto de 1989. Ele relatou que estava na delegacia da Rua Sergipe quando recebeu o comunicado sobre um cadáver encontrado em frente ao Colégio Mãe de Deus. "A informação era de um achado de cadáver", recordou Farias, mencionando que a polícia foi acionada após um telefonema anônimo atribuído ao próprio Panissa.


No local, os investigadores encontraram a vítima com ferimentos causados por arma branca. "Faca que ele retirou da cozinha do apartamento e lavou depois do crime, e lavou-se também depois do crime e foi embora", detalhou o convidado. O crime gerou grande repercussão e mobilizou esforços da Interpol nas últimas décadas. Marini destacou a importância do registro histórico de Farias, que prepara um livro sobre homicídios históricos da cidade.

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