Dados da ANAC mostram uma mudança importante no cenário da aviação regional do Paraná. Entre janeiro e abril de 2026, o Aeroporto de Londrina (SBLO/LDB) movimentou 213.906 passageiros, enquanto o Aeroporto de Maringá (SBMG/MGF) registrou 260.326 passageiros no mesmo período.
A diferença acumulada chega a 46.420 passageiros a mais para Maringá.
Na comparação com os primeiros quatro meses de 2025, Londrina apresentou queda de 11,46%, passando de 241.596 para 213.906 passageiros. O recuo representa 27.690 passageiros a menos.
Já Maringá registrou crescimento de 2,27%, saltando de 254.555 para 260.326 passageiros, com aumento de 5.771 usuários.
O contraste também apareceu no fechamento de 2025. Maringá encerrou o ano com 855.009 passageiros, enquanto Londrina registrou 693.774, diferença de mais de 161 mil passageiros.
A série histórica mostra que Londrina já teve protagonismo maior no transporte aéreo regional. O aeroporto chegou a ultrapassar a marca de 1 milhão de passageiros em anos anteriores, atingindo o recorde de 1.131.995 passageiros em 2014.
Especialistas apontam que fatores como oferta de voos, frequência, tarifas, conectividade com hubs nacionais, estratégias das companhias aéreas e infraestrutura aeroportuária influenciam diretamente na movimentação de passageiros.
Até abril de 2026, o cenário mostra Maringá consolidando crescimento, enquanto Londrina enfrenta desafios para recuperar competitividade e ampliar sua malha aérea.
Motiva emite nota; confira:
"O mês de abril foi particularmente desafiador para o mercado da aviação diante dos impactos provocados pelo conflito internacional no Oriente Médio. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que, nacionalmente, houve redução de 8% na movimentação de passageiros nos aeroportos do país em relação ao mês de março. Em Londrina e em outros aeroportos do Paraná não foi diferente. No Aeroporto de Maringá, por exemplo, a queda do mês de abril frente a março chegou a 14%; no Aeroporto de Londrina, 7%. No de Curitiba, 5%. Em cenários desafiadores como este, o planejamento estratégico das companhias aéreas costuma ser revisto com agilidade, impactando em ajustes pontuais na oferta de voos e nos preços praticados. O Aeroporto de Londrina, após as obras estruturantes entregues em 2025 e a implementação dos sistemas de auxílio ao pouso (ALS e ILS), resgatou frequências para Curitiba e Congonhas e as duas têm operado com ocupações acima de 80%. O trabalho de atração de novas rotas segue sendo desenvolvido pela administradora do aeroporto junto ao trade turístico e à administração pública. Mas a decisão pela implementação de um novo destino ou ampliação de frequência de voos cabe às companhias aéreas. Londrina, 21 de maio de 2026."