O médico investigado pelo desaparecimento do cão Zeca após uma adoção em Londrina quebrou o silêncio e afirmou ser vítima de "linchamento virtual" e perseguições físicas. Em nota, o profissional denunciou que, nas últimas 48 horas, passou a receber ameaças de morte e teve dados pessoais expostos. Ele confirmou que prestou depoimento espontâneo ao delegado João Reis para elucidar os fatos.
No relato, o médico descreveu episódios de violência, incluindo uma tentativa de agressão na portaria de seu condomínio e danos ao seu veículo. Segundo o adotante, ele foi perseguido por cerca de 10 minutos em vias da Gleba Palhano por pessoas que tentavam provocar um acidente. O profissional questionou se o tom das denúncias tem como objetivo apenas o engajamento e a viralização de perfis na internet.
A Polícia Civil mantém a investigação para apurar o paradeiro do animal e a suspeita de maus-tratos. O delegado João Reis ressaltou que a versão de que o cão teria sido repassado a um terceiro ainda não foi comprovada, uma vez que o investigado se recusou a fornecer o contato ou o endereço do novo tutor.
O caso ganhou repercussão após a protetora Mariana Pires denunciar que o médico bloqueou todos os canais de contato e apagou informações de redes sociais logo após adotar o animal. Mariana, que resgatou o cão, afirmou ter encontrado informações desencontradas sobre a identidade do profissional durante o processo.