O número de brasileiros com mais de 50 anos no mercado de trabalho não para de crescer. Apesar disso, muitos ainda enfrentam preconceito e acabam na informalidade. Por outro lado, a experiência tem sido cada vez mais valorizada e pode abrir novas portas nos próximos anos.
Sempre sorridente, Rose vive uma fase de recomeço. Depois de 30 anos como dona de casa, decidiu, aos 50 anos, ingressar no mercado de trabalho. Hoje atua no atendimento ao público em uma padaria, e encontrou no trabalho uma nova motivação.
Histórias como a dela se misturam com a de Nara, de 61 anos, que há uma década trabalha em um supermercado. Perto da aposentadoria, ela já decidiu que não pretende parar. A ideia é continuar ativa, complementar a renda e manter a rotina que tanto gosta.
Quem também representa essa geração é seu Antônio. Cliente antigo do estabelecimento, ele está aposentado há 18 anos, mas, aos 75, segue ativo e valorizando o contato social no dia a dia.
Segundo dados da Agência Brasil, mais de 13 milhões de brasileiros com mais de 50 anos estão trabalhando atualmente. Ainda assim, os desafios são grandes.
Levantamentos apontam que:
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78% das empresas reconhecem barreiras para contratar profissionais 50+;
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86% das pessoas com mais de 60 anos relatam já ter sofrido preconceito no trabalho;
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Apenas 44,3% estão em empregos formais, índice abaixo da média nacional.
Apesar das dificuldades, especialistas em recursos humanos indicam uma mudança de cenário. A tendência é de crescimento desse público no mercado, impulsionado por três fatores principais:
o envelhecimento da população brasileira, a escassez de mão de obra qualificada e a valorização da experiência, especialmente em funções que envolvem orientação e mentoria.
Entre desafios e oportunidades, o mercado 50+ segue em transformação, e cada vez mais presente na realidade do país.