Um relato da repórter Júlia Neris, exibido durante o Jornal Tarobá 1ª edição, chamou a atenção. A equipe da Tarobá conversou com uma moradora de rua que utiliza tornozeleira eletrônica.
Segundo a mulher, ela foi inocentada de um caso de homicídio, mas já foi presa também por conta de outro homicídio e por assaltos. De acordo com ela, participou desses crimes devido ao uso de drogas.
Ela contou que aceitou ajuda após ser abordada por guardas, que a encaminharam ao Centro Pop. A mulher relatou ainda que, se permanecer na rua, não conseguirá parar de usar drogas e tem medo de cometer novos crimes sob o efeito das substâncias.
Essa mulher é uma das assistidas pelo Centro Pop de Cascavel, localizado no bairro Santa Felicidade. O centro está envolvido em uma polêmica sobre a possível mudança de local, de Santa Felicidade para o antigo prédio do CREAS Sul. Embora ainda haja a possibilidade de locação de um novo prédio, o CREAS Sul é tratado como a principal alternativa.
A proposta de transferir o Centro Pop para um prédio nas imediações do Colégio Estadual Wilson Joffre e da Escola Municipal Glades Tibola tem gerado preocupação entre pais, alunos e moradores da região, especialmente no contexto dos episódios de violência envolvendo moradores de rua em Cascavel.
Diante dos frequentes casos de violência envolvendo pessoas em situação de rua que utilizam os serviços do Centro Pop, a comunidade escolar do Wilson Joffre organizou um abaixo-assinado solicitando que a prefeitura reveja a decisão. O principal argumento é a segurança dos estudantes, já que a área tem grande circulação de crianças.