O que deveria ser um alento para centenas de famílias transformou-se em incerteza no Residencial Flores do Campo, na zona norte de Londrina. A expectativa pela casa própria deu lugar à ansiedade devido à ausência de cronogramas claros por parte da COHAB-LD. O projeto, que prevê a construção de 1.218 moradias subsidiadas pelo FAR (Fundo de Arrendamento Residencial), ainda não saiu do papel.
Moradores como a dona de casa Luciane Santos descrevem um sentimento de desamparo. Segundo ela, muitas famílias já se organizavam para a mudança após o anúncio oficial feito em dezembro de 2025, mas agora enfrentam o silêncio das autoridades.
Falta de transparência e desejo de regularização
O Pastor Luis Rodrigues, liderança local, afirma que a comunicação com a companhia de habitação é inexistente, dificultando o planejamento das famílias de baixa renda. Para a moradora Daiane Gonçalves, o foco da comunidade é a dignidade: "Não temos problema em pagar conta de água, luz ou IPTU, desde que possamos viver com respeito", afirma, reforçando que os moradores estão dispostos a assumir as responsabilidades financeiras de um imóvel legalizado.
Posicionamento da Prefeitura de Londrina
Em nota, a Prefeitura de Londrina informou que não concederá entrevistas sobre o caso no momento. O município esclareceu que o acordo para a viabilização das moradias ainda aguarda homologação judicial ou administrativa. Somente após essa etapa jurídica é que o processo terá continuidade para permitir o início das construções.
Entenda o Projeto
Total de moradias: 1.218 unidades.
Público-alvo: Famílias de baixa renda em condições precárias.
Recurso: Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
Status atual: Aguardando homologação judicial.