A rotina de quem precisa atravessar as vias que dão acesso à Avenida Saul Elkind, no bairro Vivi Xavier, na zona norte de Londrina, tem sido marcada pelo medo e pela tensão. O fluxo pesado de carros e motos que chegam simultaneamente pelas ruas Salim Sahão e Carmen Miranda afeta diretamente um trecho com forte presença de comércios e grande circulação diária de alunos de um CMEI da região.
Morador do bairro há 46 anos, seu Edson Cruz relata que as cobranças por melhorias no sistema viário são antigas. Segundo ele, uma faixa de pedestres foi pintada no local há cerca de quatro meses, mas já se encontra quase apagada devido ao desgaste do tráfego. Para os moradores, a sinalização horizontal se mostrou insuficiente para reduzir a velocidade dos veículos.
Histórico de acidentes e risco constante
A preocupação de quem vive e trabalha no bairro se justifica pelo histórico recente de ocorrências graves no trecho. Em março, um idoso sofreu uma queda no meio da via e por pouco não foi atropelado por veículos que transitavam no momento. Já em maio, uma colisão entre um carro e uma bicicleta deixou uma vítima com ferimentos graves.
Apesar da presença de uma lombada nas proximidades, a comunidade aponta que a estrutura não tem contido os abusos de velocidade.
Comunidade pede instalação de semáforo
Diante do perigo diário enfrentado por pedestres e crianças, a cobrança dos moradores é por uma intervenção definitiva da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização). A reivindicação principal é a implantação de um semáforo para disciplinar o cruzamento e garantir a travessia segura de quem frequenta o comércio local e o centro de educação infantil.