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Morre aos 72 anos o apresentador Edson Morais da Tarobá

12 set 2026 às 09:18

Quem acompanhou a história da Tarobá ao longo das últimas décadas certamente conhece Edson Borges de Morais. Para o público, era Edson Morais. Na redação e entre os amigos, era o Bródi.


Durante quase cinco décadas, Edson esteve presente na comunicação do Oeste do Paraná. No rádio, na televisão e nas transmissões esportivas, tornou-se uma figura conhecida e respeitada, acompanhando as transformações da região e da própria televisão.


Seu jeito firme e a personalidade marcante ajudaram a construir uma trajetória que ficou registrada na história da Tarobá. Mas, para quem conviveu de perto com ele, havia muito mais do que o profissional que aparecia na tela.


O apelido Bródi carregava justamente essa intimidade. Por trás do jeito sério e das opiniões contundentes, havia um homem de bom humor, irreverência e coração generoso. Era o colega que quebrava a solenidade da redação com uma história, uma brincadeira ou uma de suas aparições inesperadas, muitas vezes carregando pão e linguiça. Não havia fechamento de jornal capaz de competir com aquilo.


Nascido em Garanhuns, Pernambuco, Edson cresceu em Nova Aurora, no Oeste do Paraná. Ainda menino, brincava de ser locutor. A brincadeira virou profissão, e o ofício acabou se confundindo com a própria vida.


Ele passou pela antiga rodoviária de Cascavel, pelo rádio e pelas transmissões esportivas. Em 1979, chegou à TV Tarobá, onde construiu uma trajetória de décadas e acompanhou acontecimentos importantes de uma região inteira.


Edson viu o Oeste crescer e também ajudou a contar essa história. Dividiu a bancada com diferentes colegas, atravessou gerações de profissionais e se tornou uma referência na comunicação regional. Narrou gols, apresentou jornais, comentou fatos e levou informação a milhares de famílias.


Nas fotografias antigas, o black power quase disputava protagonismo com a personalidade marcante. Quase.


Fora do trabalho, havia muitos outros Edsons. O apaixonado por futebol. O pescador, capaz de trocar a correria da notícia pela paciência diante da água. O cantor de moda de viola. O pai. O parceiro. O amigo que transformava colegas em parte da família e fazia da redação um lugar mais leve e divertido.


Havia também o homem de fé. Quando a conversa chegava às conquistas, aos livramentos ou aos mistérios da vida, Edson costumava entregar os créditos ao Papai, aquele, do céu. Sua fé fazia parte de quem ele era e estava presente de maneira simples no cotidiano.


Bródi acreditava em um jornalismo sério, ético e responsável. Sabia que, do outro lado da comunicação, havia pessoas confiando em suas palavras. Talvez por isso tenha construído uma relação tão forte com o público ao longo dos anos.


A história de Edson permanece nas grandes coberturas, nas transmissões e nos arquivos da televisão. Mas também está nas pequenas cenas do cotidiano de quem teve a oportunidade de conviver com ele, receber um abraço, ouvir uma história ou compartilhar uma brincadeira.


Tem gente que parte e deixa silêncio. Bródi deixa lembranças.


Ficam o vozeirão, a opinião firme, o bom humor, o riso dos colegas e a memória de um homem que fez do microfone uma extensão da própria vida.


Fica também uma trajetória que se confunde com a história da Tarobá, da comunicação do Paraná e de uma região que cresceu acompanhando seu trabalho.


Bródi pode até ter encerrado uma transmissão. Mas continua no ar.



INFORMAÇÕES VELÓRIO


O velório de Edson Morais, será realizado a partir da tarde deste sábado (12), no Cemitério Jardins, em CascavelO sepultamento está previsto para este domingo (13).


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