O Ministério Público pediu novas diligências na investigação sobre a morte do adolescente Murilo Dias, em Londrina. Entre as medidas solicitadas está o acesso às imagens completas das câmeras corporais de quatro guardas municipais que participaram da ocorrência.
Em uma manifestação protocolada nesta terça-feira, o Ministério Público deu prazo de 60 dias para que a Polícia Civil conclua os procedimentos antes da apresentação do relatório final.
Entre os pedidos estão novos depoimentos dos guardas municipais que participaram da ocorrência e dos pais do adolescente.
O Ministério Público também quer que sejam disponibilizadas as gravações completas das câmeras corporais dos quatro agentes, desde as 19h30 do dia 1º de agosto até o fim da ocorrência.
Segundo o órgão, as imagens analisadas até agora não mostram o momento da abordagem que terminou com a morte de Murilo. Os vídeos disponibilizados registram apenas procedimentos realizados após a ocorrência e o relato feito por um dos agentes.
A família do adolescente contesta a versão apresentada pela Guarda Municipal. Segundo a corporação, Murilo estaria armado e teria reagido à abordagem.
O Ministério Público também pediu explicações sobre a viatura usada por Murilo e pelo pai na noite da ocorrência. A Guarda Municipal deverá informar quem determinou a retenção do veículo, desde quando ele está no pátio e qual é o fundamento jurídico para a manutenção do carro no local.
A expectativa é que as novas diligências e o acesso às imagens integrais das câmeras corporais ajudem a esclarecer a dinâmica da ocorrência e as circunstâncias que terminaram com a morte do adolescente.
O caso segue sob investigação.