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MP denuncia acusado de matar jovem com 44 facadas em Londrina

21 set 2026 às 18:31


O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou, nesta segunda-feira (21), o homem acusado pela morte de Thaissa Marques, de 21 anos, pelos crimes de feminicídio e tentativa de estupro. A jovem foi morta a facadas no estacionamento de uma academia em Londrina, no dia 11 de setembro.


Segundo a denúncia, o acusado teria atraído Thaissa para dentro da academia sob o pretexto de conhecer as instalações. No local, teria tentado estuprá-la utilizando uma corda e uma faca. A vítima conseguiu escapar e correu para o estacionamento, onde foi alcançada e atingida por diversos golpes.


A Promotoria aponta que foram identificadas 44 facadas no corpo da vítima. Na denúncia, o MPPR considera como circunstâncias que podem aumentar a pena do feminicídio o emprego de meio cruel, diante da multiplicidade de golpes, além da dissimulação e do uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.


O homem foi preso em flagrante no mesmo dia do crime. O processo tramita sob sigilo, e a denúncia apresentada pelo Ministério Público inclui os crimes de feminicídio e tentativa de estupro.


Inquérito

Durante a investigação, a Polícia Civil apontou que o crime teria sido premeditado. Segundo a apuração, o acusado esteve na academia três dias antes do ataque, sob o pretexto de conhecer a estrutura do estabelecimento.


Na data do crime, conforme a investigação, ele levou uma faca e uma corda que não pertenciam à academia. Imagens de câmeras de segurança da região foram analisadas, além de depoimentos de testemunhas e policiais que atenderam à ocorrência.


Os celulares de Thaissa e do acusado foram apreendidos e encaminhados ao Departamento de Inteligência do Estado do Paraná para extração de dados. A investigação também verificou a possível existência de grupos extremistas relacionados ao caso.


A defesa apresentou um laudo de transtorno do espectro autista, emitido em 2017. Segundo a Polícia Civil, a avaliação sobre eventual imputabilidade penal cabe a uma junta médica do Tribunal de Justiça do Paraná.

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