O Ministério Público do Paraná denunciou por homicídio qualificado o advogado acusado de matar a tiros o policial civil João Ezequiel Baptista Pereira, em Cascavel. A acusação aponta que o crime foi cometido por motivo considerado banal e com três qualificadoras.
Segundo a denúncia, apresentada pelo Ministério Público, o homicídio teria sido praticado por motivo fútil, com risco a outras pessoas que estavam no local e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação destaca que os disparos poderiam ter atingido terceiros, incluindo uma criança que estava na residência no momento da ocorrência.
O caso aconteceu no dia 28 de junho, em frente à casa do advogado, em Cascavel. Imagens de câmeras de segurança instaladas no imóvel registraram a discussão entre os dois antes dos disparos.
Conforme a investigação, João Ezequiel foi até o endereço e bateu no portão da residência. Após uma discussão entre os dois, a situação terminou com o policial civil atingido por disparos de arma de fogo.
A denúncia aponta que a vítima foi atingida em uma situação em que não teria condições de reação. Para a assistência de acusação, o crime teve como origem uma motivação considerada banal.
Após o homicídio, o advogado foi preso em flagrante e, na ocasião, apresentou a versão de que teria agido em legítima defesa. A tese, no entanto, foi contestada durante a investigação com base nas imagens das câmeras de segurança, depoimentos e demais elementos reunidos no inquérito.
Agora, cabe ao Poder Judiciário analisar a denúncia apresentada pelo Ministério Público. Caso seja aceita, o advogado passa a responder como réu em uma ação penal e o processo seguirá para as próximas etapas, podendo chegar ao Tribunal do Júri.
A família do policial civil aguarda o andamento do processo e defende a manutenção da prisão do acusado até o julgamento.