O Ministério Público do Paraná denunciou criminalmente os proprietários e funcionários de uma clínica de reabilitação em Londrina por crimes de tortura, cárcere privado, sequestro e adulteração de produto medicinal.
Segundo as investigações, o estabelecimento realizava internações involuntárias sem respaldo legal ou médico adequado, utilizando métodos violentos contra os pacientes. A denúncia aponta que as vítimas eram submetidas a agressões físicas e psicológicas constantes dentro da unidade.
A promotora Susana de Lacerda informou que a clínica já havia sido interditada pela Vigilância Sanitária no início de abril devido a graves irregularidades. Ao todo, 47 pacientes foram identificados como vítimas do esquema.
As apurações também revelaram o fornecimento de alimentação estragada, ausência de atendimento médico qualificado e condições inadequadas de permanência. Mesmo assim, os familiares pagavam mensalidades entre R$ 1,8 mil e R$ 3 mil pelo suposto tratamento oferecido pela clínica.
Atualmente, a sócia-proprietária e o coordenador do local seguem presos preventivamente. Já os funcionários detidos em flagrante foram liberados, mas responderão judicialmente pela participação nos crimes investigados.
O outro proprietário da clínica não foi localizado pelas autoridades e passou a ser considerado foragido da Justiça. Há suspeitas de que ele administre um estabelecimento semelhante no estado de São Paulo.
Com o recebimento formal da denúncia pela Justiça, o caso entra agora na fase de instrução e julgamento. Os pacientes resgatados foram encaminhados para unidades regularizadas ou retornaram ao convívio familiar após a operação das autoridades.