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MPPR pede inquérito para apurar lesão grave de atleta

24 ago 2026 às 16:42

O MPPR (Ministério Público do Estado do Paraná) apresentou uma notícia-crime solicitando à PCPR (Polícia Civil do Estado do Paraná) a abertura de um inquérito policial para investigar as circunstâncias em que o atleta de jiu-jítsu Willian Hiroyuki Masuda, conhecido como Kabuto, sofreu uma lesão grave durante um evento esportivo realizado em Londrina, no último sábado (22). A petição requer a apuração da conduta do oponente Juliano Di Pelli.


Registros em vídeo feitos no tatame mostram a aplicação de um golpe considerado ilegal na modalidade sem quimono, disputada na categoria absoluto — divisão que permite o enfrentamento entre competidores de categorias de peso distintas. A promotoria destacou a disparidade física entre os participantes: Masuda possui 1,67 m e cerca de 80 kg, enquanto Di Pelli tem 1,86 m e aproximadamente 120 kg.


Segundo o promotor de Justiça Renato de Lima Castro, a peça jurídica enquadra a conduta, em tese, como lesão corporal gravíssima sob a modalidade de dolo eventual, hipótese em que o agente assume o risco de produzir o resultado danoso ou de causar a morte do adversário.


Entre as medidas requisitadas pelo órgão ministerial estão a preservação integral das filmagens do combate, a juntada dos exames médicos do atleta lesionado, a análise do regulamento oficial do torneio e a colheita de depoimentos dos organizadores, árbitros, treinadores e testemunhas. A petição segue para análise e desdobramentos junto à PCPR.

Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (24), a defesa de Juliano Di Pelli Machado informou que o atleta está profundamente abalado com o estado de saúde do adversário e manifestou solidariedade à família de Masuda, colocando-se à disposição para colaborar com o suporte necessário. Os advogados ressaltaram a disposição de colaborar integralmente com as investigações oficiais, defendendo que os fatos sejam avaliados de forma técnica com base nos registros completos da arbitragem e regulamento, e não por conteúdos editados em redes sociais. A nota destacou ainda o histórico profissional do lutador, medalhista europeu e mundial sem registros anteriores de infrações disciplinares.

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